Construir ou reformar? Esta questão foi lançada na edição 46 da Revista Construção Mercado, em 2005. Naquele ano, a reabilitação de edifícios apresentava-se como uma possível solução para a recuperação de edificações abandonadas, seja com finalidade social, por programas habitacionais públicos, ou visando atender ao segmento da construção civil voltado para a habitação de média e alta renda.Apesar da necessidade premente de se reabilitar muitos dos edifícios, principalmente nos centros das grandes cidades brasileiras, são muitos os entraves para o desenvolvimento econômico desse segmento, dentre os quais, os riscos associados, principalmente, ao desconhecimento técnico sobre as características inerentes às obras de reabilitação.
Ainda são precárias as metodologias de diagnóstico das condições físicas do edifício a ser reabilitado; não há metodologia de projeto focada nesse tipo de empreendimento e, ainda, na maioria das intervenções já realizadas, as tecnologias construtivas empregadas foram as mesmas utilizadas em obras novas. Esse procedimento, na maioria dos casos, mostrou-se inadequado às condições da reabilitação, resultando em longos períodos de intervenção, importantes alterações de projeto e, por consequência, em expressivas alterações do custo inicialmente previsto, como bem demonstram os trabalhos de Yolle Neto (2006), Projeto Reabilita (2007) e de Marques de Jesus (2008).
Nesses trabalhos, os autores enfatizam a necessidade de se compreender a obra de reabilitação de forma sistêmica, buscando-se antever as dificuldades que possivelmente serão encontradas ao longo do seu desenvolvimento.
Continua:
Christiano Romanholo Marques de Jesus, Mestre em Engenharia Civil - Escola Politécnica - USP (Universidade de São Paulo), São Paulo, christiano.jesus@caixa.gov.br
Mércia Maria S. Bottura de Barros, Professora Dra de Engenharia Civil da Escola Politécnica - USP (Universidade de São Paulo), São Paulo, mercia.barros@poli.usp.br
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