quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Proposta torna obrigatória vistoria periódica em edifícios

13/08/2012 20:23

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3507/12, do deputado Fábio Faria (PSD-RN), que torna obrigatória a realização de vistorias periódicas nos edifícios comerciais e residenciais e nos utilizados para reuniões públicas nas cidades brasileiras. O objetivo é verificar o estado geral das construções, identificando eventuais falhas de segurança.
Segundo a proposta, as vistorias deverão ser realizadas a cada três anos em todas as edificações, exceto as que tenham área construída de até 100 metros quadrados e as de uso exclusivamente residencial unifamiliar.
Caberá ao órgão responsável pela expedição do licenciamento de uso verificar o estado geral da edificação, incluindo a situação das estruturas, das instalações elétricas e hidráulicas e da fachada do edifício. Ao Corpo de Bombeiros caberá checar as condições de prevenção e proteção contra incêndio, como o estado de hidrantes e extintores.
Após a vistoria, as autoridades responsáveis deverão emitir certificados detalhados, contendo a descrição dos problemas e as recomendações ao proprietário do imóvel para solucioná-los. Esses certificados deverão ser arquivados e mantidos à disposição até a realização da vistoria seguinte.

Multa
O proprietário que não cumprir as recomendações previstas estará sujeito ao pagamento de multa correspondente a 0,5% do valor cadastral do imóvel. A multa será aplicada em dobro em caso de reincidência.
Fábio Faria aponta a necessidade de o País contar com um sistema de vistorias periódicas de edificações a fim de evitar acidentes, como desabamentos de prédios. “O Brasil não dispõe de um sistema de vistorias periódicas obrigatórias nas edificações. Até hoje, a sociedade tem se contentado com a obrigatoriedade de registro de responsabilidade técnica das construções e vistorias para obtenção de 'habite-se', além de alguma outra vistoria esporádica solicitada pelo proprietário”, lamenta o deputado.
“Desmoronamentos ocorridos no Rio de Janeiro, entre outras tragédias, mostram a prevalência de certos fatores, como a existência de instalações elétricas antigas e sobrecarregadas e a realização de reformas sem a devida autorização. Esses fatores, mais comuns do que podemos imaginar, acabam por favorecer incêndios e colapsos de estrutura e de instalações, resultando em perdas materiais e humanas”, diz Faria.
No último dia 25 de janeiro, três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro, deixando 17 mortos e 5 feridos. Em 6 de fevereiro, um edifício em São Bernardo do Campo (SP) desabou, acarretando a morte de uma mulher e de uma criança, além de seis feridos.

Tramitação
O projeto tramita em conjunto com o PL 3370/12, que trata do mesmo tema. As propostas têm caráter conclusivo e serão analisadas pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli
'Agência Câmara de Notícias'

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/CIDADES/424082-PROPOSTA-TORNA-OBRIGATORIA-VISTORIA-PERIODICA-EM-EDIFICIOS.html

domingo, 5 de agosto de 2012

No Rio, ensino superior cresce com universidades de lata

Por trás dos números do Reuni, a expansão das universidades se revela precária. No interior do estado, contêineres servem de sala de aula e de depósito para material que deveria servir para cursos da UFF. Em Angra dos Reis, alunos dividem espaço com escola

A meta lançada em 2008 pelo Reuni, o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, é ambiciosa: dobrar o número de alunos de graduação até 2018. Assim, a década a ser contada a partir da metade do segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, nesse quesito, poderia ser de glória para o ensino no Brasil, com a criação de mais portas de entrada no ensino superior público e a formação de profissionais e acadêmicos fundamentais para sustentar a transformação estrutural de que o país necessita para seguir em frente. A análise fria dos números mostra que, de fato, mais alunos ingressaram nessas instituições de ensino e novos cursos foram abertos no interior dos estados. Mas a meio caminho do ano estabelecido como alvo pelo programa o que se vê é um abismo entre teoria e prática na criação de cursos, vagas e infraestrutura para as levas crescentes de universitários.
A situação no Rio de Janeiro é emblemática. O estado que concentra quatro das principais universidades federais brasileiras ganhou 6.397 novas vagas – passando de 21.023 para 27.420, um crescimento de 30% nos primeiros dois anos da ‘década de ouro’ planejada pelo governo federal. Nada mal, se a ideia for criar formalmente posições de matrícula. Mas na instituição que mais cresceu no Rio, a Federal Fluminense (UFF), onde foram abertas 2.056 posições de 2008 a 2010, o quadro não é exatamente de uma ampliação da qual a população fluminense possa se orgulhar. A saída para promover o crescimento a toque de caixa foi alocar turmas em contêineres, em vez de salas com a estrutura que pede um curso universitário. Ou seja: grande parte do que se comemora como expansão do ensino superior estuda, atualmente, em universidades de lata.
A melhoria nas condições das faculdades Brasil afora faz parte da pauta de reivindicações da greve prestes a completar dois meses. E é uma queixa que une mestres e alunos. A UFF é o retrato, no Rio, de uma expansão desordenada. Antes mesmo do Reuni – projeto criado em 2007, e posto em prática no ano seguinte – havia uma política de interiorização dos campi das federais, iniciado em 2003. É aí que começa a história da UFF de Rio das Ostras, na região dos Lagos, onde atualmente há cerca de 40 contêineres que funcionam como salas de aula, salas de professores e estoque de material. As estruturas de lata usadas como módulos escolares custam, cada uma, dois mil reais por mês. A princípio, a universidade e a prefeitura firmaram convênios para que professores de Niterói, onde fica a sede, lecionassem na cidade. Em 2005, o executivo municipal de Rio das Ostras acusou a UFF de ser deficiente em sua prestação de contas. O Ministério da Educação entrou na discussão para repactuar a negociação e o polo deixou de ser uma extensão para se transformar em um campus autônomo.
Hoje, o quadro de docentes da UFF em Rio das Ostras não chega a 50% do necessário e o prédio prometido para estar pronto até 2009, para acomodar os alunos em salas, sequer teve o projeto aprovado. A estrutura principal é uma escola pública desativada, onde há 12 salas de aula para atender seis cursos – enfermagem, psicologia, produção cultural, ciência da computação, engenharia de produção e serviço social –, quase todos integralizados, ou seja, com todos os períodos em andamento. A prefeitura, que goza de orçamento irrigado pelos royalties do petróleo, fez doações de terrenos no entorno da escola para ampliar o campus. Até agora só foram construídos um alojamento e uma clínica para psicologia aplicada. Ambos estão fechados há quase dois anos, segundo relatos de professores, à espera do habite-se, que é dado pela própria prefeitura.
Com a falta de prédios, foi necessário recorrer às estruturas de lata para acomodar precariamente os estudantes. Aproximadamente 20 delas também são usadas como local para armazenagem de material comprado e guardado desde 2005. Há aparelhos de pressão, computadores, camas hospitalares, mesas, carteiras, quadros. “É Tudo o que deveria estar dentro dos prédios que não foram construídos”, explica o diretor do Instituto de Humanidades e Saúde da UFF de Rio das Ostras, Ramiro Piccolo. “No planejamento, era para termos um prédio com três blocos. Não saiu do papel. Agora são feitas obras para erguer um prédio multiuso, que será na verdade um tapa-buraco. Mas a ideia é tentar parar de usar os contêineres”, explica.
A unidade da UFF de Campos dos Goytacazes – outra cidade onde jorram os royalties – passa por problemas parecidos. Com o Reuni e a consequente expansão do campus, houve o projeto de erguer um prédio até 2010 para abrigar novos cursos. Em parte do terreno ainda nem foi feita terraplanagem. A solução adotada também foi a de espalhar contêineres. “Em 2010, começamos a alugar contêineres. Atualmente usamos cerca de 30. Para o próximo ano, precisaremos de mais 20 porque os cursos estão avançando e, além de demandarem salas, é necessário construir laboratórios. Estamos crescendo em estruturas provisórias. Crescer é motivo de orgulho para nós, mas temos problema de gestão do espaço. Temos custo, atraso de aluguéis de contêineres. Estamos inventando novas formas de gerir”, explica um professor que preferiu não se identificar.

De volta ao banco da escola – Em Angra dos Reis, a unidade da UFF divide o espaço com uma escola de ensino fundamental, apesar de desde 2009 ser prometido à universidade que as crianças serão realocadas em outro local. Antes disso, o curso de pedagogia funcionou por 17 anos em um colégio público, onde os estudantes do ensino superior sentavam-se em carteiras infantis. A mudança para o novo local, há três anos, ficou aquém do ideal. O único curso em Angra é o de pedagogia, que se somará ao de políticas públicas a partir do próximo semestre. O de geografia também está previsto para começar em breve. Quando isso acontecer, não haverá espaço, e pode ser que mais contêineres apareçam pelas unidades do interior.
Como a estrutura cedida para a universidade era um antigo alojamento, há outros tipos de problemas. Todos os aparelhos de ar condicionados, por exemplo, não podem ser ligados. O motivo: a rede elétrica não aguenta e houve pane quando, no verão, tentou-se refrigerar as salas. As calhas, de acordo com docentes, estão entupidas. Quando chove, o que acontece com frequência no município, a biblioteca fica alagada. “Nós professores e os alunos corremos para retirar a água, porque o pessoal da limpeza não dá conta”, conta um docente.
Os contêineres da UFF são um caso extremo. Mas os problemas estruturais se repetem em formas e graus diferentes nas outras federais do Rio. Em maio, veio à tona a precariedade das instalações da UFRJ em Macaé, no Norte Fluminense. Cinquenta estudantes do curso de medicina criado naquela cidade desembarcaram na capital do estado para ter aulas na Ilha do Fundão. A primeira turma de medicina da UFRJ de Macaé foi aberta no segundo semestre de 2009, dentro da política de expansão do Reuni. Mas, novamente, descobre-se que criar números de matrícula e expandir o ensino universitário são coisas bem distintas.
Com a falta de professores em Macaé, os estudantes passaram parte do ciclo básico em turmas da nutrição e da enfermagem. Segundo os estudantes, havia apenas 12 docentes do curso de medicina, nem todos com diploma de médicos, pouquíssimos com mestrado ou doutorado no currículo. Os professores chegavam a pedir ajuda da turma para planejar a aula e discutir o cronograma. Não havia sequer um laboratório de anatomia, o básico do curso, que põe o estudante em contato com o corpo humano.
No Rio, o grupo de Macaé disse ter sentido uma grande diferença no ensino. Para corrigir o desnível, foi preciso repor aulas em um período abaixo, pois o conteúdo não havia sido plenamente contemplado em Macaé. “Parece aula de outro mundo”, diz Daniele Guedes Allan, de 29 anos, em referência à maior qualidade dos professores do Rio.
Este ano, em abril, todos os matriculados na faculdade de medicina de Macaé entraram em greve por 40 dias. Uma comissão composta pelo reitor, vice-reitor, diretor do curso de medicina do Rio e mais dois professores foram à cidade verificar os problemas. No município, detectaram que nem o hospital Público Municipal de Macaé nem o hospital São João Batista estavam aptos a receber as turmas de 5º período, momento em que começam as aulas práticas. A solução encontrada foi a transferência das turmas. Os estudantes começaram a frequentar o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Fundão, e em seguida foram transferidos para o Hospital Geral de Bonsucesso, no Rio.
De acordo com o diretor-geral do campus de Macaé, Gilberto Zanetti, os problemas estão sendo contornados. A universidade firmou convênio com o SUS há cerca de duas semanas, e os alunos passarão a ter aulas nos hospitais da cidade do Norte Fluminense. “Estamos criando uma rotina. Não estamos em uma”, diz Zanetti, confirmando o estado de instabilidade que as planilhas do Reuni não mostram.


Reuni: CGU aponta ‘sistemática de atrasos’ em obras das universidades federais - Relatório entregue ao MEC revela que demora na conclusão atinge uma em cada quatro construções avaliadas; 8% dos projetos têm 'problemas graves'

O ex-presidente Lula se vangloriava de, a despeito de não ter chegado à universidade, comandar uma expressiva expansão da rede federal de ensino superior. Em sua administração, foram criadas 15 universidades, superando a marca de Juscelino Kubitschek, com 11. "Eu, torneiro mecânico, já sou o presidente que mais fiz universidades", disse Lula em fevereiro de 2010, durante inauguração da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Minas Gerais. Só faltou o então presidente dizer que a expansão viria na base do improviso. Passados mais de dois anos, nem metade das obras UFVJM estão de pé e o atraso, é claro, atrapalha a vida acadêmica. Não se trata de exceção. Desde 2007, quando o governo federal lançou com pompa e circunstância as bases do Reuni, programa destinado a uma bem-vinda expansão das universidades federais, se multiplicam pelo país as queixas de alunos e professores sobre as más condições estruturais das unidades novas ou ampliadas: há jovens estudando em contâiners ou escolas infantis, esgoto correndo a céu aberto e ausência ou precariedade de laboratórios de pesquisa e bibliotecas, vitais à atividade acadêmica. Um relatório preliminar da Controladoria Geral da União que já foi entregue ao Ministério da Educação (MEC) joga luz sobre o uso dos 4,4 bilhões de reais que já foram consumidos pelo programa federal só em obras.
O levantamento esquadrinhou 73 das 3.918 obras realizadas em 59 universidades federais (em alguns casos, o projeto previa a própria criação da instituição). É, portanto, uma amostragem. Mas pode ajudar a compreender a situação do Reuni, uma vez que o MEC não fornece informações detalhadas sobre as 178 obras paralisadas, o número de construções atrasadas ou o eventual prejuízo que isso acarreta. Para chegar às conclusões, os controladores federais colocaram sob a lupa os projetos entregues pelas universidades ao MEC, o repasse de dinheiro do ministério às unidades de ensino e o andamento das respectivas construções. Primeira conclusão: em 23,2% das obras de fato executadas pelas federais, foi detectada "sistemática de atrasos". Isso significa que razões semelhantes determinaram a demora das obras, tais como atraso nos processos de licitação ou até suspeitas de fraude (confira no quadro abaixo). "O que fizemos foi uma fiscalização paulatina das obras. No início do programa, selecionamos uma amostragem e acompanhamos o desenrolar da situação", diz Valdir Agapito, secretário federal do controle interno da CGU. "Conforme foram sendo detectados problemas, como atrasos ou irregularidades, acendíamos o sinal amarelo e notificávamos a instituição em questão."
O levantamento da CGU aponta a natureza dos problemas. Falta agora determinar o prejuízo que eles dão aos cofres públicos. Em 2007, no lançamento do Reuni, a estimativa do MEC, então comandado pelo candidato à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad (PT), era gastar de 2 bilhões de reais somente com obras – menos da metade, portanto, dos 4,4 bilhões dispendidos entre 2008 e 2011, segundo a CGU. Parte do gasto adicional se deve à ampliação do Reuni, pois as universidades incluíram projetos à expansão original. Mas parte é devido a despesas extras geradas pelos projetos originais. De Palotina, cidade que abriga um campus da Univerisdade Federal do Paraná (UFPR), vem um caso exemplar. Ali, projetou-se, ao custo de 9,5 milhões, a construção de 13.500 metros quadrados de estrutura e a reforma de outros 3.480. Até o mês passado, ao custo de 10,5 milhões de reais, pouco menos de 25% do projeto fora cumprido. O pró-reitor de administração da instituição, Paulo Kruger, prevê que a obra toda sairá por nada menos de 23 milhões de reais, 142% a mais do que o planejado originalmente. Fica uma dúvida: quem errou na conta? O pró-reitor e o MEC culpam o mesmo vilão: o desenvolvimento econômico recente. "Não tínhamos como prever, à época do projeto, um aquecimento tão exacerbado do setor de construção civil", diz o pró-reitor. "Os imóveis encareceram e os valores dos insumos, também. As construturas vencedoras das licitações não encontram mão de obra no mercado. Tudo isso encarece o processo", diz o secretário de ensino superior do MEC, Amaro Lins. Não é consenso.
Especialistas em construção e em administração pública afirmam que um planejamento adequado teria mitigado os custos extras. "De fato, vivemos uma elevação dos preços nesse campo, mas não acredito que esse seja o único fator quando falamos de acréscimos da ordem de 100% em orçamentos", diz José Roberto Bernasconi, presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia de São Paulo (Sinaenco/SP). "Quando uma obra não cumpre o cronograma, toda a fase de planejamento de custo fica comprometida." No interior da floresta amazônica, o campus de Benjamin Constant da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) também segue o roteiro de atrasos, paralisação e gastos extras. A unidade, que funciona provisoriamente desde 2006 em uma escola, teria três prédios para abrigar bibliotecas, salas de aula e laboratórios. As obras começaram em 2008, mas foram interrompidas dois anos depois: a construtora responsável consumiu o orçamento de 9 milhões de reais, entregou só 90% de um dos edifícios e decretou falência. As obras só foram retomadas em junho deste ano, após nova convocação pública. Em resumo: o contribuinte pagará mais caro para ver a construção em pé mais tarde. Não é exceção: apesar do orçamento crescente, o número de obras paralisadas do Reuni cresce: são 178 em 2012, ante 53 em 2011 (confira no quadro abaixo). "A morosidade do sistema público não é novidade. A legislação é tão burocrática que só uma gestão muito eficiente pode dar conta dos cumprir prazos e orçamentos. Infelizmente, não é o que vemos", diz o economista Raul Veloso, especialista em contas públicas.
Além de falhas na execução, os atrasos em obras do Reuni pode, sim, ser fruto de projetos mal feitos – vale lembrar, 8% dos avaliados pela CGU ganharam o carimbo de "problemas graves". Nesse quesito, as críticas são disparadas a partir das próprias federais. Um exemplo: no lançamento do Reuni, teria havido pressa e pressão para que as universidades aderissem ao programa. "A universidade não teve tempo hábil de discutir os projetos que seriam incluídos com os conselhos acadêmicos", diz o reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Thompson Fernandes Mariz. "Um dos projetos previa a criação do curso de engenharia de alimentos com apenas um professor: o MEC aprovou. Em outro caso, tínhamos em mãos um projeto de auditório que não tinha ralo para escoamento de água, além de outra edificação que não previa a rede elétrica necessária para a instalação de internet. Esses casos são emblemáticos." Quem se dedicou a estudar o Reuni faz críticas semelhantes. É o caso de Kátia Lima, professora e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense (UFF): "O Reuni foi aprovado de forma acelerada e antidemocrática, com reuniões de conselhos universitários suspensas ou realizadas em locais alternativos. Na UFF, a reunião foi transferida para o Palácio de Justiça, e a reitoria convocou a polícia para reprimir estudantes, professores e técnicos administrativos que organizavam manifestações contra o programa."
O Reuni foi criado para ajudar a solucionar um problema: a baixa inclusão de jovens na universidade. De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no Brasil apenas 11% dos jovens entre 25 e 34 anos concluíram o ensino superior, ante 35% nos países desenvolvidos. Isso explica a escassez de mão de obra especializada em alguns setores da economia local. Para enfrentar o desafio de incluir mais alunos, o programa federal conta com o auxílio de universidades privadas e também de outros programas públicos, como o Prouni, que concede bolsas para que estudantes pobres frequentem faculdades particulares. "Em um país que amarga indíces baixíssimos de inclusão no ensino superir, qualquer iniciativa que se proponha a aumentar o número de universitários é bem-vinda", afirma Simon Schwartzman, sociólogo e autoridade quando o assunto é educação. De fato, desde 2007, o Reuni colheu frutos, como a criação de quase 100.000 vagas em universidades públicas.
A boa intenção, contudo, não apaga os atrasos, projetos ruins e custos adicionais do programa federal, lembra o próprio Schwartzman. "Essa política de expansão acelerada não obedeceu a nenhum plano ou avaliação cuidadosa sobre prioridades. Abriu-se instituições onde não havia demanda, admitiu-se alunos antes de existirem os edifícios e instalações adequadas e forçou-se as universidades a criar cursos noturnos e contratar mais professores mesmo quando não havia candidatos qualificados." No último dia 25, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff a lei 12.677, que reconhece tardiamente o óbvio: "A implantação de novas unidades de ensino e o provimento dos respectivos cargos e funções gratificadas dependerá da existência de instalações adequadas e de recursos financeiros necessários ao seu funcionamento." Aparentemente, a disposição não era tão óbvia até sua publicação.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Roteiro de avaliação ajuda na reabilitação de edifícios

Por Sandra O. Monteiro - sandra.monteiro@usp.br
Publicado em 4/julho/2012

Um roteiro de avaliação desenvolvido em uma pesquisa da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP se configurou como um instrumento útil para arquitetos, engenheiros ou mesmo construtoras envolvidas no processo de reabilitação de prédios antigos para adequá-los às normas atuais. “Com o roteiro, é possível prever o que vai ser utilizado em relação ao tempo e ao material”, aponta o arquiteto Walter José Ferreira Galvão.
De acordo com o pesquisador, no Brasil, há a cultura de se fazer um projeto de reabilitação como se fosse uma obra nova, ou seja, “nada é visto com antecedência, os problemas apenas vão ser verificados na fase de execução o que leva à necessidade de mudanças de estratégias durante a obra e que acrescenta mais tempo para a sua finalização”.
Em sua tese de doutorado, Galvão analisou 10 itens de desempenho constantes da norma NBR-15575 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os itens analisados envolvem não só acessibilidade, mas conforto, higiene e segurança aos moradores do edifício.
O arquiteto explica que a NBR-15575 serve como um norma de desempenho para edifícios de apartamentos novos e fixa parâmetros mínimos de conforto, segurança e acessibilidade. Apesar de ser direcionada para edifícios novos, a escolha não foi aleatória. “Percebi a necessidade de definir parâmetros de habitabilidade também para edifícios antigos e que precisam se reabilitados, readequados aos dias atuais”, diz.
A metodologia envolveu três fases práticas: a verificação de potencialidades dos edifícios e apartamentos antigos a partir de um roteiro/questionário a ser respondido por meio de observação e testes realizados pelo próprio arquiteto. Este primeiro roteiro foi melhorado após a comparação das respostas e observações feitas por síndicos e especialistas de cada item quanto à adequação do roteiro ao dia-a-dia. E, por fim, passou por uma outra avaliação em que o próprio pesquisador e uma equipe, composta por um arquiteto e por uma estudante de arquitetura, aplicaram o roteiro em dois edifícios paulistanos.
 
 
 
 
 
 
 
Análises de infraestrutura
Em relação aos apartamentos, por exemplo, foi feito um estudo, dentre outros, se os cômodos possuem dimensões adequadas às novas necessidades habitacionais. Outros itens analisados foram: acessibilidade a pessoas deficientes; conforto luminoso, térmico e acústico. Já em relação aos edifícios, foram analisadas questões de segurança contra incêndio, conforto e de práticas cotidianas. Foram verificados os equipamentos e infraestruturas de segurança contra incêndio - na maioria das vezes, o “ponto fraco de edifícios construídos quando ainda não havia leis regulamentando tal necessidade”.
Também foram verificadas as necessidades de adaptações das instalações elétricas e hidro-sanitárias (água e esgoto). Outro aspecto e que envolve as práticas cotidianas foi a proximidade de infraestrutura dos arredores do edifício como mercados, farmácias, padarias e coleta de lixo que fazem com que seus moradores dispensem o uso do carro.
Vantagens do roteiro
Para o arquiteto, o roteiro apresenta quatro vantagens: planejamento, agilidade da obra, cálculo de custos antecipados e simplicidade. Ele acredita que o mais importante é o fato de o roteiro estar voltado para a etapa de diagnóstico, “o que garante a antecipação do que deve ser feito ao longo da obra”.
Quanto ao custo e à agilidade, Galvão diz que muitas pessoas pensam que as obras de reabilitação são muito mais caras, “mas o problema real é a ausência de um controle de gastos antecipado”. Para ele, falta planejamento. O arquiteto relata que, na Europa, este tipo de análise antecipada já é feita com frequência, pois o fluxo de obras de reabilitação é bem maior que no Brasil. Vale ressaltar que em países como França e Alemanha 40% da produção de edificações é voltada à reabilitação de edifícios.
Outra vantagem é a simplicidade, pois “não envolve análises laboratoriais caras e demoradas”. Para a verificação de ruídos, por exemplo, pode ser utilizado um equipamento denominado decibelimetro que, comparado com testes laboratoriais, pode ser barato, acessível, fácil de utilizar e que fornece o resultado na hora. Já quanto a fissuras e espessura de rachaduras, um diagnóstico é possível apenas por meio de uma análise visual. “Isto é bom para o mercado e para o arquiteto ou engenheiro, porque poupa tempo e dinheiro”, diz.
A tese de doutorado Roteiro para diagnóstico do potencial de reabilitação para edifícios de apartamentos antigos foi orientada pela professora da FAU, Sheila Walbe Ornstein, atual diretora do Museu Paulista (MP) da USP.
Mais informações: email walterga@usp.br, com Walter José Ferreira Galvão 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Incêndio atinge Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - 04/07/2012 11h2
Chamas foram controladas por volta das 8h desta quarta-feira (3).

Fogo teria começado em um depósito do almoxarifado. Pacientes foram retirados do prédio
REDAÇÃO ÉPOCA COM AGÊNCIA BRASIL E AGÊNCIA ESTADO
Um incêndio atinge, desde as 5h45min desta quarta-feira (4), um dos prédios que formam o complexo do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), em Vila Isabel, na zona norte da capital fluminense. Bombeiros de três quartéis foram acionados. As chamas foram controladas por volta das 8h.
O prédio em chamas seria do setor da Maternidade, segundo a Rádio CBN do Rio. Não há informações sobre vítimas. O fogo teria começado em um depósito no almoxarifado da unidade, que é vinculada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ainda não se sabe as causas do incêndio.
De acordo com o G1, o hospital foi fechado e os funcionários que chegavam no início desta manhã ficaram do lado de fora, onde acompanharam o trabalho dos militares. Os pacientes também foram retirados da unidade por medidas de segurança. Consultas marcadas para esta quarta-feira na unidade foram canceladas.
Trânsito
O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informa que a pista da esquerda da Rua Professor Manuel de Abreu está completamente interditada. A pista da direita da Rua Professor Manuel de Abreu é a opção para quem segue em direção ao centro. Também está interditada a pista da esquerda da 28 de Setembro, na altura da Rua Felipe Camarão. Neste trecho, a opção é a pista da direita.

Para o trabalho dos bombeiros, está suspensa a faixa reversível que funciona na Rua Professor Manuel de Abreu a partir das 6h30. No momento, o trânsito na Teodoro da Silva, na chegada à Rua Professor Manuel de Abreu, está intenso. Na 28 de Setembro, o trânsito não apresenta problemas.

Bombeiros já debelaram o incêndio no Hospital Universitário Pedro Ernesto
Fogo foi no almoxarifado mas fumaça atingiu enfermarias da cardiologia e neurologia
04/07 às 08h00
Jornal do BrasilNathália Marsa
Um incêndio atingiu na manhã desta quarta-fera (4) o almoxarifado do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), no Boulevard Vinte e Oito de Setembro, bairro de Vila Isabel, Zona Norte do Rio. O prédio principal não foi afetado mas, por causa da fumaça que atingiu outras unidades, pacientes foram removidos.
Segundo informação dos bombeiros, o fogo começou às 5h30 no almoxarifado do hospital, que fica no corredor lateral esquerdo do prédio. No local estava guardado todo o material hospitalar. O governo do Estado anunciou que já dispôs de recursos de emergência para repor o material perdido.
A fumaça atingiu seis enfermarias: a de neurologia, no 2º andar, de nefrologia e hemodiálise, no 3º, de cirurgia plástica e torácica, no 4º, e a ala feminina de oftalmologia e ortopedia, no 5°. Todos os pacientes destes locais foram transferidos para outras enfermarias. Cerca de 100 chegaram a ir para o setor de Raios X, segundo informou a assessora do hospital, Alba Regina.
Familiares foram chamados pelo hospital para receber informações sobre os pacientes, mas a visita só será permitida a partir das 15h, no horário tradicional. Ainda de acordo com a assessoria, não há previsão de que os internos sejam transferidos para outros hospitais. A luz do local também já foi restabelecida.
Emocionada, a supervisora de enfermagem Bianca Ceciliano contou que os internos ficaram assustados, mas foram acalmados pela equipe. "Foi muita comoção porque é o tipo de coisa totalmente inesperada. Mas a sensação é de dever cumprido", disse. Segundo Bianca, vários hospitais já entraram em contato se oferecendo para receber os pacientes que tiveram que deixar seus quartos.
Ambulâncias do Corpo de Bombeiros e do Samu acorreram ao local, mas como ninguém foi transferido, acabaram servindo no atendimento dos que estavam na parte externa do prédio.
Às 07h50, segundo informações dos bombeiros, o fogo já estava controlado e o trabalho deles - que contou com homens de três quartéis e a ajuda do helicóptero da corporação - estava na chamada fase de rescaldo. Uma grande coluna de fumaça foi vista dos bairros vizinhos.
O trânsito no Boulevard foi interrompido apenas na pista da esquerda, em frente ao hospital. A pista da direita fluía com certa dificuldade no sentido normal, isto é, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para a Praça Barão de Drummond.
Parentes de pacientes acorreram ao local em busca de informações. Silvana Lins, de 44 anos, estava em busca de notícias sobre o marido, Wagner, que, acometido por fungos, ficou internado por 20 dias na UTI e, desde segunda-feira, foi para um quarto. Ela não sabia para onde ele tinha sido levado.
http://www.jb.com.br/rio/noticias/2012/07/04/bombeiros-ja-debelaram-o-incendio-no-hospital-universitario-pedro-ernesto/
Incêndio no Hospital Pedro Ernesto é controlado, dizem bombeiros
04/07/2012 07h18- Atualizado em 04/07/2012 07h49
Pacientes foram retirados de dentro da unidade por questões de segurança.
Ainda não há informações sobre as causas do incêndio ou feridos.
O Corpo de Bombeiros controlou, por volta das 7h10 desta quarta-feira (4), um incêndio que atingiu o Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. As informações são do Corpo de Bombeiros. No entanto, segundo a corporação, as equipes ainda combatem alguns focos no interior da unidade. Ainda não há informações sobre feridos.
Os bombeiros suspeitam que as chamas começaram num depósito no primeiro andar e atingiram o quarto e quinto andares.
Bombeiros de três quartéis foram acionados para o local. De acordo com os bombeiros, a fumaça pode ser vista do Alto da Boa Vista. O hospital foi fechado e os funcionários que chegavam no início desta manhã ficaram do lado de fora, onde acompanharam o trabalho dos militares.
Pacientes foram retirados da unidade por medida de segurança. Algum deles foram removidos com a ajuda da escada magirus do Corpo de Bombeiros, outros foram atendidos do lado de fora. Por volta das 7h, houve um tumulto envolvendo pacientes e funcionários do hospital que buscavam informações e atendimento. Segundo a unidade, apenas os funcionários do hospital estão autorizados a entrar. Policiais militares reforçam a segurança no local.
Uma mulher, que não quis se identificar, estava nervosa e chorando muito do lado de fora do hospital porque, segundo ela, a afilhada dela foi operada e ela não conseguia informações sobre a menina. Uma das pacientes que acompanhou o combate às chamas foi Cleide Torres Costas, que pelo menos uma vez por semana precisa fazer exames e consulta.
"Eu fiz transplante de rins há três mesese a há dois anos já faço tratamento aqui no hospital. Após a cirurgia tenho que vir aqui pelom menos uma vez por semana para fazer exames pela manhã e consulta à tarde. A única informação que me deram é que eu deveria aguardar para saber se vai ter a consulta às 13h", disse ela.
Segundo a direção do hospital, as consultas que estavam marcadas para esta manhã estão suspensas.

Trânsito interditado
O Centro de Operações Rio informou que a pista da esquerda da Rua Professor Manuel de Abreu foi completamente interditada. A pista da direita da Rua Professor Manuel de Abreu foi a opção para quem seguia em direção ao Centro. Também foi interditada a pista da esquerda do Boulevard 28 de Setembro, na altura da Rua Felipe Camarão. Neste trecho, a opção é a pista da direita.
Para o trabalho dos bombeiros, foi suspensa a reversível que funciona na Rua Professor Manuel de Abreu desde as 6h30. No momento, o trânsito na Rua Teodoro da Silva, na chegada à Rua Professor Manuel de Abreu, está intenso. Agentes da CET-Rio auxiliam motoristas na região.
Este não é o primeiro incêndio em hospitais do Rio. Em outubro de 2010 um grande incêndio destruiu as instalações do Hospital Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste. A unidade ficou fechada por mais de um ano para ser recuperada e foi reaberta recentemente.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Após explosão, Federal do Paraná fecha laboratórios do curso de farmácia

Rafael Moro Martins
Do UOL, em Curitiba
O prédio que abriga os 25 laboratórios do curso de farmácia da UFPR (Universidade Federal do Paraná) teve de ser fechado nesta segunda-feira (2) para que a Polícia Federal realizasse uma perícia para apurar as causas da explosão seguida de incêndio que em cerca de dez minutos destruiu uma das unidades, no sábado (30).
Apesar de o resultado da perícia ainda não ter sido divulgado, o chefe do Departamento de Farmácia da UFPR, professor Carlos Eduardo Rocha Garcia, afirma que é provável que o incêndio que destruiu o Laboratório de Farmacognosia, que pesquisava plantas medicinais, tenha sido causado por uma falha no sistema elétrico.
Ainda que nenhuma outra sala tenha sido atingida pelo fogo, um cano do sistema hidráulico do prédio rompeu-se com o calor da chamas, e a água invadiu outros laboratórios. “Hoje [segunda] tivemos de fechar todos por conta da perícia e do cheiro forte que ainda permanece do incêndio. Nesta terça vamos avaliar se podemos abrir as demais unidades”, disse Garcia.
Como a UFPR é uma das instituições federais de ensino superior em greve, apenas professores e alunos de mestrado e doutorado têm frequentado os laboratórios. “E, felizmente, o incêndio aconteceu num sábado, por volta das 17h, quando não havia ninguém aqui”, lembrou.
Os bombeiros chegaram ao campus Jardim Botânico da UFPR, onde fica o laboratório, cerca de dez minutos após a explosão, e controlaram rapidamente o incêndio. Ainda assim, as instalações ficaram completamente destruídas. “É possível que o prejuízo chegue à casa das centenas de milhares de reais. Mas a grande perda é imaterial. Alguns professores tinham pesquisas em andamento aqui há mais de 30 anos”, lamentou Garcia.
Na sala, que durante o período letivo abriga até 50 alunos, além de plantas medicinais, havia computadores, uma biblioteca com teses, artigos e livros acadêmicos e computadores. “Muito pouco poderá ser recuperado”, avaliou o chefe do departamento. Para Garcia, que participa da greve de professores da UFPR, o incêndio serve para chamar atenção para um dos itens da pauta de reivindicações da categoria.

“O governo federal quer mudar o cálculo do adicional de insalubridade de quem trabalha em locais como esse laboratório, atribuindo um valor fixo em vez de um percentual sobre o salário. Os médicos devem conseguir mudar isso, pois quando param paralisam os hospitais públicos. Mas um servidor de laboratório nunca aparece. Mas, se um local como esse explode como aconteceu aqui no sábado, certamente é insalubre”, argumenta.

02/07/2012 17h23- Atualizado em 02/07/2012 22h07
Explosão fecha laboratórios do curso de Farmácia da UFPR

Medida foi adotada por segurança, depois de explosão em um dos laboratórios.
Polícia Federal (PF) realizou uma perícia no local, nesta segunda-feira (2)

Após a explosão no laboratório de Farmacognosia do curso de Farmácia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por medidas de segurança, todos os outros laboratórios foram fechados. A explosão ocorreu na tarde de sábado (1º) no campus Jardim Botânico, em Curitiba e, nesta segunda-feira (2), policiais federais realizaram uma perícia no local. Não tem data prevista para divulgação do laudo, mas há indícios de que tenha sido um problema elétrico.
Apesar da greve dos docentes, o espaço é usado eventualmente por professores e alunos que possuem pesquisa em andamento. O chefe do Departamento de Farmácia, professor Carlos Eduardo Rocha Garcia, destacou que por ser sábado e as aulas estarem suspensas o estrago não foi tão grande.

“Se fosse em dias normais, alguém poderia ter ficado ferido”, comentou o professor. Segundo ele, entre professores e alunos aproximadamente 50 pessoas transitam pelo laboratório diariamente. No espaço são realizados estudos e pesquisa com plantas medicinais e a explosão destruiu quase que completamente os equipamentos e os materiais.
Ainda que tenha sido um acidente, o professor Garcia destacou que a explosão deve servir de reflexão sobre os riscos que os professores que trabalham em laboratórios correm, uma vez que lidam com substâncias perigosas. “Um lugar que explode é insalubre”, argumentou. De acordo com o professor, é preciso atentar também aos profissionais que não trabalham direto com o público e ficam “escondidinhos” nos laboratórios.
Um dos aspectos discutido pelos professores e pelos técnico-administrativos das universidades que estão em greve é a decisão do governo federal de estabelecer um valor fixo para a insalubridade. Na avaliação de Garcia, esta medida é ruim porque nunca há reajuste em valores fixos.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Parque Escolar diz não haver condições para mais de 20 empreitadas por ano

27.06.2012 - 08:25 Por Lusa

A Parque Escolar (PE) defende que deve receber meios para tarefas de manutenção e conservação das escolas, quando for revisto o contrato-programa, e avisa que num futuro próximo não haverá capacidade para mais de 20 empreitadas por ano.

“Quanto à gestão da operação das escolas intervencionadas, a PE deverá reforçar a sua actividade de monitorização dos consumos energéticos e fomentar uma gestão em tempo real dos sistemas”, lê-se no relatório, elaborado pela nova administração. A administração da Parque Escolar que assumiu funções em Março subscreve muitas das recomendações formuladas pela Inspecção-Geral de Finanças e pelo Tribunal de Contas.

Face à actual conjuntura económica, defende um investimento mais moderado nos próximos anos, passando a lançar 20 empreitadas de construção por ano: “Mesmo que se consiga reduzir o investimento/escola a valores médios na ordem de 10 milhões de euros, tal volume de negócio corresponderá a 200 milhões de novos compromissos a serem assumidos anualmente, como despesa de investimento”.

Tendo em conta que o prazo médio de uma empreitada é de 18 meses, a PE deverá ter anualmente cerca de 50 empreitadas activas. Este plano está, no entanto, condicionado pelas perspectivas, “de momento muito incertas”, uma vez que se aguardam “decisões governamentais de reprogramação de verbas” comunitárias, lê-se no relatório.

O volume de obra em causa, associado ao número crescente de escolas já intervencionadas e cuja gestão, em termos de conservação e manutenção, está ou passará a estar a cargo da PE justificam uma reestruturação e reorganização “hierárquica e funcionalmente”. A proposta é reduzir “níveis de decisão e responsabilidade”, simplificando processos e optimizando os investimentos entretanto feitos em software e tecnologia.

A PE passará a ter uma estrutura de pessoal diferente da actual, “com maior peso relativo ao nível de técnicos na componente ´peração, em detrimento da construção e uma dimensão inferior à actual”, avança-se no relatório. O actual conselho de administração deparou-se com “muitos desequilíbrios evidentes entre as remunerações totais auferidas pelos colaboradores”.

Nos estatutos da PE está a rentabilização dos espaços, nomeadamente “conceber, desenvolver e gerir unidades de negócio destinadas a potenciar receitas de exploração das escolas secundárias”. A administração entende que as intervenções da PE ao nível da geração e arrecadação de receitas nas escolas são “não apenas acessórias, mas até prescindíveis”, sugerindo que as verbas eventualmente geradas pelas escolas, através da cedência de instalações, sejam geridas “exclusivamente pelas respectivas direcções”. No entanto, pede que a correspondente quebra de receitas por parte da PE seja “tida em consideração na próxima revisão do contrato-programa” com o Estado.

O ministro da Educação, Nuno Crato, suspendeu no ano passado a continuação do lançamento de empreitadas para modernizar 134 escolas. Das intervenções em causa, 34 estavam já em fase adiantada.

Depois de elaborado um plano de revisão dos projectas para estes estabelecimentos, defende-se uma reavaliação, confirmando antes de mais se o motivo para intervir se mantém, “face a intervenções recentes em escolas vizinhas”, que tenham “melhorado substancialmente as condições da oferta na região”. A PE sugere também que entre aquelas 34 escolas, sejam identificadas 15 como prioritárias.



 

Vítor Cóias - Vídeos

 Encontro GECoRPA/ICOMOS/Quercus
http://www.youtube.com/watch?v=UdNO_Esrfs4&feature=related

Outro vídeo de Vítor Cóias
http://www.youtube.com/watch?v=-eFrZAg7-G8&feature=related

Reabilitação de edifícios históricos

Veja o vídeo abaixo de Reabilitação Urbana da cidade do Porto:
http://www.youtube.com/watch?v=c_-wluPUSVU

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Técnica retrofit permite expansão de edifícios que já existem

publicado em 30/5/2012 às 13:00
Nas grandes cidades, como no Rio de Janeiro, áreas para construções em locais cobiçados são cada vez mais raras. Entretanto, uma nova técnica de engenharia, chamada de retrofit, permite que modernizações ou reconstruções sejam feitas em prédios já existentes. Utilizando esta técnica, que se divide em desconstruir parte do o imóvel para depois realizar o no projeto, a economia em relação a uma nova obra pode ser de até 40%.

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/?c=20350&t=T%E9cnica+retrofit+permite+expans%E3o+de+edif%EDcios+que+j%E1+existem

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/?c=20350

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Mudanças que valem a pena

11/05/2012
Retrofit e modernização predial são medidas interessantes e eficientes para valorizar edifícios, principalmente os mais antigos
Por Guilherme Wieczorek e Érica Marcondes
Hoje em dia, com o aquecimento e a alta disputa existentes no mercado imobiliário, ter apenas um bom prédio e uma boa localização não são suficientes. As tendências sustentáveis, os prédios verdes e eficientes, as certificações LEED e AQUA e a otimização dos espaços são alguns dos pontos que ganham cada vez mais importância na acirrada concorrência de custos entre edifícios comerciais.
Mas como os prédios mais antigos podem se manter competitivos no mercado imobiliário? Nas últimas décadas, duas soluções interessantes começaram a ser adotadas para os empreendimentos mais antigos: modernização predial e retrofit. Antes de falar sobre essas soluções, é necessário entendê- las e observar a diferença entre elas!
Modernização predial X retrofit
Modernizar e retrofitar são medidas muitas vezes vistas como a mesma solução, mas apresentam conceitos divergentes. A modernização predial busca atualizar os equipamentos e sistemas de um edifício, realiza as reformas necessárias para manter tudo atualizado, substituindo aparelhos desgastados e obsoletos por novos e mais eficientes.
Enquanto que o retrofit tem foco na estrutura física do edifício, reformando-a e customizando-a para oferecer novas possibilidades de uso daquele imóvel. “O retrofit tem comprometimento com as características originais da edificação, mas visa uma intervenção abrangente, quase sempre também com relação ao uso do espaço, enquanto a modernização possui uma maior liberdade de ação. Por isso, o retrofit tem uma ligação maior com edificações históricas, tombadas ou preservadas parcialmente”, destaca Luiz Felipe Di Giorgio Mauad, sócio-gerente da Mauad Construtora.
Quando se fala em retrofit, é importante destacar as principais áreas a receberem o investimento: fachadas, elevadores, sistema de ar condicionado, iluminação e layout. Mas é claro que cada edifício terá a sua própria necessidade. “Isso vai variar muito de acordo com a edificação, não só pelas limitações estruturais, mas pelos critérios de preservação, legislação de incêndio e pânico, legislação para atendimento de portadores de necessidades especiais ou mesmo de trânsito vertical de pessoas”, aponta Mauad.
Embora sejam normalmente associados a edifícios, a modernização e o retrofit podem ocorrer em outros setores, como áreas urbanas, sistemas de iluminação e também de refrigeração. Vale destacar que os dois processos auxiliam na redução de gastos com água e energia e em resíduos gerados, além de atrair novos investidores e prolongar a vida útil, seja de equipamentos (com a modernização), seja do próprio espaço físico, com o retrofit.
Por que realizar um retrofit?
“Prédios com mais de 20 anos apresentam um aspecto muito feio das esquadrias e por mais que se tente limpar, não se nota melhoras significativas. Ocorrem problemas também de infiltração de água e mesmo com um novo projeto de vedação, a idade dos edifícios atrapalha no bom desempenho. O terceiro ponto é a questão dos vidros: os mais antigos não têm o mesmo desempenho de eficiência energética que os atuais, o que leva a maiores custos com energia elétrica”, explica Amilcar Crosera, diretor Comercial da Kiir, empresa especializada em modernização de fachadas.
Além de melhorar o aspecto dos edifícios antigos mal conservados, outra vantagem é a valorização do imóvel. “Com o retrofit de fachadas, chega a 12%. Geralmente, só essa valorização já consegue pagar o investimento”, completa Crosera. “Quando um gestor nos procura para fazer um retrofit, o principal fator é sempre algum problema já existente”. De acordo com um estudo recente divulgado pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (IBAPE/SP), 70% dos acidentes pesquisados em edifícios acontecem por problemas de uso e falta de manutenção.
Recentemente, o prédio do Banco Central de Fortaleza, no Ceará, realizou este tipo de melhoria. As obras começaram em novembro de 2010 se estendendo até setembro do ano passado. Segundo Crosera, que liderou as obras, em apenas sete anos o incorporador terá de volta todo o investimento realizado, apenas contando com a redução de gastos em energia elétrica. No processo foram colocados 4.500 metros quadrados de granito e feitos 3.600 metros quadrados de retrofit das fachadas, substituindo os vidros fumês por vidros reflexivos e alumínio composto (ACM), material mais barato que o alumínio.
De acordo com Crosera, o tempo médio para se realizar um retrofit de uma fachada de 5.000 metros quadrados gira em torno de 10 a 12 meses, e o custo sai por volta de R$ 850 o metro quadrado. Caso a opção seja pelo ACM, a obra pode ficar mais barata: podendo chegar a R$ 300 o metro quadrado.
Revitalizar e recolocar o imóvel no mercado
Além de valorizar o empreendimento, a ação de retrofit tem a tarefa de “devolvê-lo” ao mercado. É o caso do Edifício Cine Vitória, empreendimento tombado pelo Patrimônio Histórico e localizado no centro do Rio de Janeiro. O prédio abrigava um dos antigos cinemas da Cinelândia e estava abandonado há alguns anos. “Devolver o prédio à cidade com características diferenciadas”, esse é um dos objetivos do retrofit que está sendo realizado no local, segundo informa Mônica Barg, diretora de Locação da Jones Lang LaSalle no Rio de Janeiro, empresa responsável pela comercialização do edifício.
De acordo com ela, no térreo haverá uma unidade da Livraria Cultura e dentro dela um teatro, para, assim, manter a vocação cultural da edificação. “Nos andares superiores, serão construídos escritórios corridos com padrão e infraestrutura de primeira linha”, afirma.
“Tem todas as características de uma obra das mais complexas, pois não existiam projetos das estruturas originais e nem das fundações, sendo necessários seis meses de prospecções e levantamentos. Além do edifício possuir preservação e tombamento de diversos elementos, desde a fachada aos revestimentos internos do cinema e do foyer”, comenta Luiz Felipe Di Giorgio Mauad, sócio-gerente da Mauad Construtora, empresa responsável pelo retrofit do edifício.
Diversas demolições foram feitas no local. Agora, o processo está na fase de início da instalação dos sistemas e caracterização dos andares. A previsão é que o prédio seja entregue em janeiro de 2013. Segundo Barg, não é possível determinar o preço do metro quadrado do empreendimento antes das obras, pois o mesmo estava abandonado há muitos anos. Mas ela conta que imóveis com características e em regiões de porte similares têm o metro quadrado orçado entre R$ 18 a 20. Hoje, com o retrofit em andamento, o Cine Vitória já tem estimado o valor de R$ 120 para cada metro quadrado. “Há negociações para que uma ou duas grandes empresas ocupem o edifício totalmente”, conclui Barg.
Iluminação externa também tem vez
Comprovando que a modernização pode ser feita fora do espaço predial, a Prefeitura de São Paulo promoveu melhorias da iluminação na Rua do Arouche, no centro da capital. Todas as lâmpadas convencionais de dez postes foram substituídas por luminárias de diodos emissores de luz branca da tecnologia LED. As antigas lâmpadas de vapor de sódio tinham vida útil de até quatro anos, com um consumo de aproximadamente 280 W de potência, enquanto as novas gastam 156 W, com vida útil de 11 anos, se usadas 12 horas por dia.
“Com isso garantimos uma eficácia muito maior ao sistema, gerando uma economia de energia de cerca de 40% e uma vida útil de 50 mil horas”, aborda Marcos de Oliveira Santos, gerente de Marketing da OSRAM do Brasil para a linha de LEDs Profissional, que forneceu os produtos. Santos destaca ainda que as melhorias também devem oferecer maior segurança à população local, já que a luz mais branca dos LEDs aumenta tanto a visibilidade quanto a percepção de cores e contrastes. Investir para continuar crescendo
Para comemorar os dez anos de operações do Bourbon Convention Ibirapuera, localizado em São Paulo, a rede Bourbon anunciou uma modernização para as duas torres com investimentos em torno de R$ 14 milhões. Colchões, cortinas, televisores, pisos, decoração dos quartos, banheira e box são alguns dos itens que serão modificados. O hotel engloba mais de 600 apartamentos e tem foco em hóspedes corporativos.
Outro exemplo é do Condomínio Edifício Doral, localizado no Leblon, zona sul carioca. Um projeto da arquiteta Dorys Daher envolveu todo o acesso ao edifício, de olho no bem-estar e na segurança dos moradores, principalmente aos portadores de necessidades especiais. Uma reunião com o síndico e com a comissão do condomínio foi importante para definir as necessidades sobre a questão do acesso, o estilo de reforma e as opções de decoração.
Uma rampa de acesso em granito flameado foi instalada na portaria social, molduras em mármore e portas em aço inox foram colocadas nos elevadores e espelhos, um sofá grande, plantas permanentes e mesinhas de apoio também foram inseridos no condomínio. Para gerenciar melhor a segurança, foram adotados um novo sistema de circuito de TV e portões eletrônicos. A redução nos gastos com energia elétrica ficará por conta da instalação de luz fria amarela e iluminação indireta.
Retrofit como solução para falta de espaços
Algumas cidades sofrem com a falta de novos espaços para empreendimentos comerciais, principalmente aqueles com lajes maiores e de alto padrão. Como solução para esse problema, surge o retrofit. Um claro exemplo disso é o que está sendo realizado pela BNCORP no bairro das Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro, cidade com taxa de vacância estimada em 5,7%. O edifício adquirido pela empresa será transformado em um novo centro empresarial de última geração, com data de entrega para dezembro de 2012.
“Esse é o nosso terceiro retrofit no Rio de Janeiro, com vagas para garagem e muito bem localizado, o que nos deixa em uma ótima exposição para enfrentar o mercado”, afirma Marcel Camargo, gerente Comercial da BNCORP.
Segundo a empresa, as lajes corporativas serão de aproximadamente 470 metros quadrados e o empreendimento tem VGV (Valor Geral de Vendas) estimado em R$ 50 milhões. O projeto de decoração dos nove andares está sob a responsabilidade do escritório Anastassiadis Arquitetura.
Outro edifício que passou por retrofit por conta da necessidade de espaços comerciais na região foi o Bela Paulista, localizado na Avenida Paulista, esquina com a Rua Bela Cintra, em São Paulo, área da cidade com taxa de vacância também baixíssima, cerca de 1%. Na época, a decisão pelo processo de retrofit foi da VBI Real Estate, empresa que adquiriu o edifício em 2008. O empreendimento possui 14 andares de escritórios, com o total de 6.452 metros quadrados, sistema de ar condicionado central, automação predial, três elevadores, sistemas de segurança e um sistema de geração de energia em casos de emergência.
As lajes variam entre 409 e 560 metros quadrados e o estacionamento possui três subsolos que oferecem 63 vagas livres. O projeto do Bela Paulista foi assinado pela KV&A Arquitetura e Interiores, e logo na fachada, já é possível olhar para um edifício praticamente novo. “O retrofit consistiu em revestir todo o prédio externamente com uma nova fachada Structural Glazing em alumínio com vidro refletivo laminado, melhorando a performance em termos de temperatura e iluminação para dentro do edifício, além da questão acústica e renovação dos perfis internos”, explica Amílcar Crosera, que liderou a obra. Após todas as intervenções, o preço do metro quadrado subiu de R$ 25 para R$ 90.

http://www.revistainfra.com.br/portal/textos.asp?secao=3&codigo=12570&edicao=Edi%C3%A7%C3%A3o%20142&Mudan%C3%A7as-que-valem-a-pena

terça-feira, 1 de maio de 2012

Incêndio destrói material de pesquisa na Unesp de Botucatu, SP

30/04/2012 12h33- Atualizado em 30/04/2012 13h24
O fogo atingiu uma ala da faculdade de veterinária. Material científico de 30 anos de estudos foi destruído.

O fogo atingiu uma ala da faculdade de veterinária. Material científico de 30 anos de estudos foi destruído. Uma ala da faculdade de veterinária da Unesp em Botucatu, SP, foi atingida por um incêndio na manhã desta segunda-feira (30). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, que faz o rescaldo no local, as chamas destruíram documentos e pesquisas de mais de 30 anos de estudo.
O fogo atingiu a ala de inspeção de alimentos e no momento do incêndio havia dois funcionários no local, que acionaram os bombeiros. Eles tiveram dificuldade para controlar as chamas que se alastraram rapidamente e por pouco não atingiram uma sala com produtos inflamáveis que fica ao lado da área atingida.
Uma sala que tinha material científico de dois professores da universidade ficou destruída. De acordo com eles, as pesquisas eram voltadas para produção e inspeção de alimentos provenientes de animais, como leite e seus derivados, entre outros.
Ainda segundo os pesquisadores parte do material mais recente pode ser recuperado, mas, as pesquisas mais antigas se perderam. De acordo com a direção da faculdade de veterinária, o prédio foi reformado recentemente e todas as instalações são novas. A polícia vai investigar as causas do incêndio.
Material de pesquisa, com mais de 30 anos, foi destruído no incêndio. (Foto: reprodução/TV Tem)
http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2012/04/incendio-destroi-material-de-pesquisa-na-unesp-de-botucatu-sp.html


Veja também:

Incêndio destrói mais de 500 mil amostras do Instituto Butantã

Além da maior coleção de ofídios do mundo nos trópicos, aranhas e escorpiões também foram perdidos
15 de maio de 2010 | 11h 30
Herton Escobar, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Um incêndio ocorrido na manhã deste sábado, 15, no laboratório de répteis do Instituto Butantan, na zona oeste de São Paulo, destruiu milhares de espécimes de cobras e de aracnídeos, incluindo exemplares ainda não descritos pelos cientistas. Nenhum dos animais estava vivo.
Toda a coleção de cobras do Butantã - um total de aproximadamente 85 mil exemplares, a maior coleção do mundo de animais da região tropical - foi perdida no incêndio. Centenas de espécimes desses répteis que haviam sido coletadas pelos biólogos ainda não haviam sido descritas. Entre os aracnídeos - em especial aranhas e escorpiões -, a perda foi de cerca de 450 mil espécimes, das quais milhares ainda não tinham sido descritas pelos cientistas do instituto.
A princípio pensou-se que, junto com os animais preservados no laboratório, haviam sido destruídos os livros de tombo, que continham os registros de coleta dos espécimes, de suas características e suas condições, mas depois confirmou-se que eles foram salvos. O incêndio começou entre 7 e 8 horas da manhã e foi controlado por volta das 10 horas por dez viaturas e 50 homens do Corpo de Bombeiros, quando foi iniciada a operação de rescaldo. Não houve feridos.
Uma perícia será feita no local e a previsão é de que o resultado seja divulgado em 30 dias. Mas suspeita-se que o incêndio tenha sido causado por um curto-circuito. Durante a noite, a chave-geral do prédio havia sido desligada para serviços de manutenção na rede elétrica. O fogo começou quando a energia foi religada, de manhã.

Patrimônio insubstituível
O diretor do Instituto Butantan, Otávio Azevedo Mercadante, afirmou ao Estado que "o estrago foi muito grande". "O prejuízo material, você recupera. O científico, não." Para o herpetólogo - especialista em répteis e anfíbios - Miguel Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP), o incêndio foi um desastre de proporções incalculáveis. "Perdemos um patrimônio insubstituível da história biológica do País", resume.
História
O Instituto Butantan surgiu em 1898, estimulado por um surto epidêmico de peste bubônica no porto de Santos, e sua criação foi oficializada em 1901. Treze anos mais tarde, foi inaugurado o Prédio Central do Instituto. É um centro produtor de vacinas e importante pesquisador biomédico, dependente do governo de São Paulo.
O laboratório trabalha em vários projetos sobre o uso de venenos répteis, que estavam sendo usados no combate de doenças como Leishmaniose e o mal de Chargas. Recentemente, o Butantan também tem sido o órgão publico responsável pela produção de vacina da gripe H1N1, a partir de amostras fornecidas pelo laboratório francês Sanofi Pasteur.


Laudo diz que incêndio no Instituto Butantã foi acidental
O fogo, em maio de 2010, destruiu cerca de dois terços da coleção de serpentes, considerada uma das mais importantes do mundo
SÃO PAULO - O laudo do Núcleo de Engenharia do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico Científica de São Paulo aponta que o incêndio que atingiu o Instituto Butantã, na zona oeste de São Paulo, no ano passado, foi acidental.
O fogo, em maio de 2010, destruiu cerca de dois terços da coleção de serpentes do Butantã, considerada uma das mais importantes do mundo, além de comprometer boa parte da coleção de 77 mil serpentes e 450 mil aranhas e escorpiões.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o laudo aponta que o fogo começou em consequência do superaquecimento de pedras de calor, usadas em ambientes artificiais para aquecer as cobras.
Ainda de acordo com a secretaria, todas as testemunhas foram ouvidas e o inquérito foi relatado à polícia nesta segunda-feira, 21.
O incêndio começou entre 7 e 8 horas da manhã e foi controlado por volta das 10 horas por dez viaturas e 50 homens do Corpo de Bombeiros, quando foi iniciada a operação de rescaldo. Não houve feridos.
Toda a coleção de cobras do Butantã - um total de aproximadamente 85 mil exemplares, a maior coleção do mundo de animais da região tropical - foi perdida no incêndio. Centenas de espécimes desses répteis que haviam sido coletadas pelos biólogos ainda não haviam sido descritas.
Entre os aracnídeos - em especial aranhas e escorpiões -, a perda foi de cerca de 450 mil espécimes, das quais milhares ainda não tinham sido descritas pelos cientistas do instituto.
A princípio pensou-se que, junto com os animais preservados no laboratório, haviam sido destruídos os livros de tombo, que continham os registros de coleta dos espécimes, de suas características e suas condições, mas depois confirmou-se que eles foram salvos.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,laudo-diz-que-incendio-no-instituto-butanta-foi-acidental,695602,0.htm

segunda-feira, 26 de março de 2012

Manchester Gets Ready to Retrofit

Posted on March 19, 2012by manchesterclimatemonthly

MCFly writer Philip James investigates plans for a Mancunian “retrofit revolution”

Manchester is readying itself for a retrofit revolution. Our leaky existing housing stock has to be transformed into well-insulated, airtight and efficient homes that are fit for a low carbon future. Helping things along (maybe!) will be the “Green Deal. ” The government’s flagship green policy is due to start in October, and will provide loans for domestic energy efficiency improvements, wit the loan repayments made by whoever pays the property’s energy bill.

Here in Manchester, several organisations are accesssing funding from DECC’s Local Energy Assessment Fund (LEAF). We looked at two; Action for Sustainable Living in partnership with consultants Ecospheric, and the Carbon Coop in collaboration with sustainable designers URBED. Together they are undertaking a total of 60 detailed home energy assessments. The aim is to assess the current condition and energy use of the dwellings and produce a range of bespoke behavioural and retrofit options to reduce energy use, carbon emissions and fuel bills.

The LEAF funding is enabling the groups to develop and refine their assessment methods. Ecospheric are using thermal imaging and moisture mapping to get to the nitty gritty of heat loss on a house-by-house basis. Meanwhile URBED are developing a whole house survey with the data fed into a much more detailed and flexible version of the tool used for Energy Performance Certificates. This allows them to take into account occupant behaviour and to recommend appropriate, dwelling specific energy efficiency measures.

The measures recommended by the home energy assessments are not nailed down at time of press, with frantic report-writing still underway. However, Kit Knowles of Ecospheric told us that they will first focus on airtightness, draft-proofing and ventilation, with insulation coming next. Mechanical Ventilation with Heat Recovery is a favoured technology due to its ability to save energy and create a healthier internal environment with cleaner, dryer air. Ecospheric also have methods to improve existing windows by reducing air leakage and adding panes and ‘warm edge spacers’ to reduce conduction heat losses.

Carbon Coop/URBED will consider a range of options including solid wall insulation, new windows and doors, A-rated appliances, biomass boilers, solar PV, and solar hot water. And they too have identified new ventilation systems as a priority in some dwellings to improve the internal environment.

The cost of the measures and the energy bill savings they achieve are clearly important. Asked whether all the recommended measures have short payback periods URBED’s Charlie Baker answers with a concise, “No”. Jonathan Atkinson of Carbon Coop elaborates that a range of packages will be identified with varying costs and payback periods. Paying for the recommended measures could involve Green Deal finance.

However, the Green Deal’s ‘golden rule’ is that loan repayments must not exceed the predicted energy bill savings of the installed measures. Baker is concerned that the Green Deal will simply tackle the ‘low hanging fruit’, rather than incentivising the type of whole house retrofits that can achieve deep reductions in energy demand and carbon emissions. Carbon Coop and URBED want to help people go further by using a Carbon Re-Investment Society to provide long-term finance, low interest rates, and cross subsidy from Feed in Tariff revenue.

Ecospheric’s Kit Knowles also has concerns over the Green Deal. Firstly, that the quality of advice and installation may be lacking, meaning the energy savings won’t match expectations. But also that occupants should be aware of the potential rebound effect where reduced heat loss from their home leads them to enjoy higher temperatures rather than lower fuels bills, whilst still needing to pay off the Green Deal loan. This highlights the importance of education, not only to reduce energy use by behaviour change but also so that occupants know what to expect from their retrofit.

Ecospheric conducts a full ‘lifestyle interview’ at the start of each assessment, whilst Carbon Coop are aiming to create an online community where retrofitters can share experiences and knowledge.

Both groups are expecting a good take-up of recommended measures. Ecospheric are already taking forward a number of retrofit projects. Meanwhile, Carbon Coop is about to launch its member offer with benefits including reduced cost home energy assessments, advice on finance, the possibility of reduced cost measures through bulk purchase, and an online community. Ultimately, the financial benefits of a retrofit will depend on fuel costs, weather, occupant behaviour and the rest, but the likes of Ecospheric, URBED and Carbon Coop are aiming to show that retrofits can be affordable, create a better living environment, save energy and carbon, reduce your exposure to high energy prices … and might even be fun!

Watch this space for further updates on Manchester retrofits and the Green Deal.

Read the full MCMonthly Home Energy Assessment Q&A with Kit, Charlie and Jonathan here.

Philip James

Competing Interest: MCFly co-editor Marc Hudson has had an energy survey performed by Carbon Coop.
Retrofit Suburban Strip Shopping Centers
Mar 15, 2012

Once centers of vitality with many locally owned businesses on the corners of key intersections throughout the city, several strip shopping centers in Sugar Land, like in so many suburban communities, are becoming relics of the past and struggling with empty storefronts since the economic recession. Yet with every new development more such centers are installed with huge parking lots that distance them from the street. Rather than assuming the economic recovery will address the issue, we must recognize that the day of the strip shopping center is over. If we think imaginatively and establish the financing structures we can retrofit these properties for other uses or convert them to mixed use centers with walkability from surrounding neighborhoods. For example, those in Sugar Land along Highway 6 can be developed as Transit Oriented Developments (TODs), serviced initially by bus or even intra-city trolleys.Because a more sustainable economy is one supported by locally owned businesses, an important element will be figuring out how to retain the small, locally owned business focus rather than resorting to chain stores that seem to offer greater promise of stability for investors. This will require building collaborative community alliances for the public good and educating residents about the positive implications of retrofitting suburbia for the future (see the accompanying video and article).

http://ideas.ourregion.org/hgac-what-are-the-major-issues-where-you-live/retrofit-suburban-strip-shopping-centers

Retrofit de prédio no centro de Porto Alegre ajuda a preservar história do local

A reforma completa do edifício Realeza, cujo orçamento ficou em torno de R$ 1,5 milhão, deve ser totalmente concluída em julho de 2012, segundo a Fork Projetos, responsável pelo projeto.

Você já ouviu falar de retrofit? Pois esse processo que revitaliza edificações e ambientes antigos, adequando-os ao contexto atual ganha cada vez mais espaço no Brasil. Reformas deste tipo estão dando outra cara ao Centro Histórico de Porto Alegre, por exemplo. O edifício Realeza, em frente ao Chalé da Praça XVI, é boa amostra disso. O prédio passou por uma reforma geral, não só externa como internamente. Essa é uma maneira de preservar a história da cidade, como explica o arquiteto Rodolfo Fork, da Fork Projetos, responsável pelo projeto do Realeza.

Antes de mais nada é preciso diferenciar "retrofit" de "empacotamento". Eles não são a mesma coisa, esclarece Rodolfo Fork. "'Empacotamento' consiste em apenas alteração da área de fachada da edificação, enquanto retrofit consiste em revitalizar e atualizar uma edificação aumentando sua vida útil e sua estética valorizando a edificação e a região na qual ela se encontra", explica.

The Future of the Strip?

For more than 50 years, retailers have favored the commercial strip: a linear pattern of retail businesses strung along major roadways characterized by massive parking lots, big signs, boxlike buildings, and a total dependence on automobiles for access and circulation.

For years, planners have tried to contain and improve the strip. Now they are getting help from consumers and the marketplace. The era of strip development is slowly coming to an end. Evolving consumer behavior, changing demographics, high-priced gasoline, internet shopping, and the urbanization of the suburbs are all pointing to a new paradigm for commercial development.

Commercial strips are not going to disappear overnight, but it is becoming increasingly clear that strip retail is retail for the last century. The future belongs to town centers, main streets, and mixed-use development. Here is why:

We’re overbuilt on the strip

From 1960 to 2000 there was an almost tenfold increase in U.S. retail space, from four to 38 square feet per person. For many years, retail space was growing five to six times faster than retail sales. Most of this space came in the form of discount superstores on the suburban strip.

The recession proved that we have too much retail. Strip centers are now littered with vacant stores. By some estimates, there is currently more than 1 billion square feet of vacant retail space, much of which has to be repurposed or demolished. One retail analyst estimates that we need to demolish 300 million square feet of retail space.

Continua...

http://urbanland.uli.org/Articles/2011/Mar/McMahonStrip

Investimentos em retrofit no setor imobiliário foi tema do Real Estate Investment World

16/03/2012 10:00

É muito caro investir na revitalização do imóvel? Como fazer dinheiro neste setor? Este foi o tema da palestra que aconteceu agora à pouco no Real Estate Invesment World, evento que termina hoje (16/03), no hotel Renaissance São Paulo e é considerado o maior evento de investimentos imobiliários no Brasil. O Real Estate Invesment World reúne profissionais do setor de diversos paises do mundo e tem a Revista Hotéis como Mídia Apoio.

O palestrante foi Walter Torre Junior, Presidente da Wtorre, que falou sobre recuperando uma vantagem competitiva no mercado imobiliário através de renovação, remodelação e retrofit, estrutura de construção – espaço físico e elementos interior para manter, restaurar ou construir, dificuldades de uma reforma e ROI.

Para Torre uma das tendências das grandes capitais devido a especulação imobiliária que fez os valores dos imóveis subirem de maneira exorbitante é investir no segmento de retrofit. “Hoje para retrofitar não gastamos mais de R$ 2 mil o metro quadrado dependendo da região onde se localiza o imóvel. Em cidades como São Paulo é muito vantajoso retrofitar um prédio antigo que está em um lugar não necessariamente nobre, mas sim próximo a alguma estação de metrô ou um anel viário. Isto é extremamente estratégico em São Paulo, e isso também é questão de visão da construtora e da incorporadora”, destaca o presidente da Wtorre

Outra vantagem apontada por Torre na utilização do retrofit no setor imobiliário é que a aprovação de um projeto como este é muito mais rápida. “Porém, a construtora ou incorporada tem que se precaver para que este retrofit, não seja considerada pela prefeitura uma obra nova. Não faça mais que o código de obras do município permita, pois poderá ter dificuldades da aprovação desta reforma e também o habite-se pode sair como obra nova e sair muito mais caro do que previsto nos custos deste investimento”, observou o executivo.

No final da palestra Torre contou uma novidade que surpreendeu todos os presentes sobre um novo empreendimento que será uma revitalização que a prefeitura iniciará nos próximos anos na Baixada do Glicério, localizado na Região Central de São Paulo, que é de fácil acesso via metrô e próximo a um importante anel viário, a Radial Leste. “No local serão erguidos e retrofitados vários prédios que serão transformados em edifícios empresariais, que darão uma cara nova a região, e também acreditamos que será um novo nicho empresarial da cidade”, conclui o presidente.

Ao longo do dia de hoje ainda serão apresentados no encontro outros cases de retrofit implantados em outras cidades e sobre os prós e contras de investir em greenfield e green building.

http://www.revistahoteis.com.br/materias/1-Aconteceu/6831-Investimentos-em-retrofit-no-setor-imobiliario-foi-tema-do-Real-Estate-Investment-World

sábado, 24 de março de 2012

Após reclamarem da infraestrutura, alunos queixam insegurança na UFG

23/03/2012 11h32- Atualizado em 23/03/2012 11h32
Estudante de geografia afirma ter sido assalto no Campus Samambaia.
Reitor informou que câmeras de segurança serão instaladas na unidade.

Depois de reclamarem sobre a falta de estrutura nos campi da Universidade Federal de Goiás (UFG), os alunos queixam sobre a falta de segurança nos locais. Segundo o estudante Lennon Lustosa, a escuridão no Campus Samambaia, localizado na região norte da capital, têm propiciado roubos e assaltos na unidade.

“A universidade fica aberta durante a noite e não existem guardas para recorrermos caso aconteça alguma coisa. No ano passado fui assaltado por dois jovens que me abordaram com duas peixeiras enquanto voltava do prédio Aplicação”, conta o estudante de geografia.

Na noite da última quinta-feira (22), a TV Anhanguera flagrou vários pontos do Campus Samambaia sem iluminação e também com ausência de guardas que prestam serviço de segurança. A diretora do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Marcela Coimbra, afirma que os seguranças da unidade são orientados a proteger somente o patrimônio da instituição. “Aqui não temos a liberdade de andarmos com materiais de alto valor como notebook e outros. Faltam guardas na universidade”, conclui.

Precariedade
Com cartazes e nariz de palhaço, os alunos do campus da UFG na cidade de Goiás realizaram, na quinta-feira (22), um protesto reivindicando melhorias na infraestrutura da unidade. Segundo eles, os prédios do campus estão velhos e faltam auditórios e laboratórios. “Infelizmente, a nossa realidade é conviver com espaços apertados por aqui e entulhos de obras. São condições indignas para os estudantes da universidade”, acredita o estudante de direito Renato Calixto.

Durante uma aula na última quarta-feira (21), duas alunas do curso de serviço social ficaram feridas após serem atingidas por um ventilador que caiu do teto de uma sala de aula no local. Simone Silva Ribeiro, que chegou a ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) conta como o acidente aconteceu. “Quando a minha vista sumiu achei que alguém tinha jogado um caderno na minha direção, mas depois vi que realmente era um ventilador”.

Providências
Segundo o reitor da Universidade Federal de Goiás, Edward Madureira, todas as medidas para melhorar a qualidade do ensino serão feitas e, por isso, a infraestrutura e a segurança serão avaliadas. “Estamos instalando câmeras de segurança em todo o Campus Samambaia. Isso irá permitir que os locais sejam vigiados com cautela. Porém, temos que nos aproximar cada vez mais da comunidade e, isso, implica que alguns casos indesejáveis aconteçam”, salienta o reitor.

Ele ainda revela que outros prédios serão construídos no campus da cidade de Goiás. “Definidos juntamente com os alunos um calendário para resolvermos os problemas da unidade. Os procedimentos serão feitos em curto, médio e longo prazo. Porém, na próxima semana já iremos realizar alguns deles. E, enquanto aos projetos de novas edificações, eles serão feitos até o final do ano e, consequentemente, o processo licitatório será aberto para a realização das construções”, explica Edward Madureira.

http://g1.globo.com/goias/noticia/2012/03/apos-reclamarem-da-infraestrutura-alunos-queixam-inseguranca-na-ufg.html