sexta-feira, 13 de julho de 2012

Roteiro de avaliação ajuda na reabilitação de edifícios

Por Sandra O. Monteiro - sandra.monteiro@usp.br
Publicado em 4/julho/2012

Um roteiro de avaliação desenvolvido em uma pesquisa da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP se configurou como um instrumento útil para arquitetos, engenheiros ou mesmo construtoras envolvidas no processo de reabilitação de prédios antigos para adequá-los às normas atuais. “Com o roteiro, é possível prever o que vai ser utilizado em relação ao tempo e ao material”, aponta o arquiteto Walter José Ferreira Galvão.
De acordo com o pesquisador, no Brasil, há a cultura de se fazer um projeto de reabilitação como se fosse uma obra nova, ou seja, “nada é visto com antecedência, os problemas apenas vão ser verificados na fase de execução o que leva à necessidade de mudanças de estratégias durante a obra e que acrescenta mais tempo para a sua finalização”.
Em sua tese de doutorado, Galvão analisou 10 itens de desempenho constantes da norma NBR-15575 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os itens analisados envolvem não só acessibilidade, mas conforto, higiene e segurança aos moradores do edifício.
O arquiteto explica que a NBR-15575 serve como um norma de desempenho para edifícios de apartamentos novos e fixa parâmetros mínimos de conforto, segurança e acessibilidade. Apesar de ser direcionada para edifícios novos, a escolha não foi aleatória. “Percebi a necessidade de definir parâmetros de habitabilidade também para edifícios antigos e que precisam se reabilitados, readequados aos dias atuais”, diz.
A metodologia envolveu três fases práticas: a verificação de potencialidades dos edifícios e apartamentos antigos a partir de um roteiro/questionário a ser respondido por meio de observação e testes realizados pelo próprio arquiteto. Este primeiro roteiro foi melhorado após a comparação das respostas e observações feitas por síndicos e especialistas de cada item quanto à adequação do roteiro ao dia-a-dia. E, por fim, passou por uma outra avaliação em que o próprio pesquisador e uma equipe, composta por um arquiteto e por uma estudante de arquitetura, aplicaram o roteiro em dois edifícios paulistanos.
 
 
 
 
 
 
 
Análises de infraestrutura
Em relação aos apartamentos, por exemplo, foi feito um estudo, dentre outros, se os cômodos possuem dimensões adequadas às novas necessidades habitacionais. Outros itens analisados foram: acessibilidade a pessoas deficientes; conforto luminoso, térmico e acústico. Já em relação aos edifícios, foram analisadas questões de segurança contra incêndio, conforto e de práticas cotidianas. Foram verificados os equipamentos e infraestruturas de segurança contra incêndio - na maioria das vezes, o “ponto fraco de edifícios construídos quando ainda não havia leis regulamentando tal necessidade”.
Também foram verificadas as necessidades de adaptações das instalações elétricas e hidro-sanitárias (água e esgoto). Outro aspecto e que envolve as práticas cotidianas foi a proximidade de infraestrutura dos arredores do edifício como mercados, farmácias, padarias e coleta de lixo que fazem com que seus moradores dispensem o uso do carro.
Vantagens do roteiro
Para o arquiteto, o roteiro apresenta quatro vantagens: planejamento, agilidade da obra, cálculo de custos antecipados e simplicidade. Ele acredita que o mais importante é o fato de o roteiro estar voltado para a etapa de diagnóstico, “o que garante a antecipação do que deve ser feito ao longo da obra”.
Quanto ao custo e à agilidade, Galvão diz que muitas pessoas pensam que as obras de reabilitação são muito mais caras, “mas o problema real é a ausência de um controle de gastos antecipado”. Para ele, falta planejamento. O arquiteto relata que, na Europa, este tipo de análise antecipada já é feita com frequência, pois o fluxo de obras de reabilitação é bem maior que no Brasil. Vale ressaltar que em países como França e Alemanha 40% da produção de edificações é voltada à reabilitação de edifícios.
Outra vantagem é a simplicidade, pois “não envolve análises laboratoriais caras e demoradas”. Para a verificação de ruídos, por exemplo, pode ser utilizado um equipamento denominado decibelimetro que, comparado com testes laboratoriais, pode ser barato, acessível, fácil de utilizar e que fornece o resultado na hora. Já quanto a fissuras e espessura de rachaduras, um diagnóstico é possível apenas por meio de uma análise visual. “Isto é bom para o mercado e para o arquiteto ou engenheiro, porque poupa tempo e dinheiro”, diz.
A tese de doutorado Roteiro para diagnóstico do potencial de reabilitação para edifícios de apartamentos antigos foi orientada pela professora da FAU, Sheila Walbe Ornstein, atual diretora do Museu Paulista (MP) da USP.
Mais informações: email walterga@usp.br, com Walter José Ferreira Galvão 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Incêndio atinge Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - 04/07/2012 11h2
Chamas foram controladas por volta das 8h desta quarta-feira (3).

Fogo teria começado em um depósito do almoxarifado. Pacientes foram retirados do prédio
REDAÇÃO ÉPOCA COM AGÊNCIA BRASIL E AGÊNCIA ESTADO
Um incêndio atinge, desde as 5h45min desta quarta-feira (4), um dos prédios que formam o complexo do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), em Vila Isabel, na zona norte da capital fluminense. Bombeiros de três quartéis foram acionados. As chamas foram controladas por volta das 8h.
O prédio em chamas seria do setor da Maternidade, segundo a Rádio CBN do Rio. Não há informações sobre vítimas. O fogo teria começado em um depósito no almoxarifado da unidade, que é vinculada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ainda não se sabe as causas do incêndio.
De acordo com o G1, o hospital foi fechado e os funcionários que chegavam no início desta manhã ficaram do lado de fora, onde acompanharam o trabalho dos militares. Os pacientes também foram retirados da unidade por medidas de segurança. Consultas marcadas para esta quarta-feira na unidade foram canceladas.
Trânsito
O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informa que a pista da esquerda da Rua Professor Manuel de Abreu está completamente interditada. A pista da direita da Rua Professor Manuel de Abreu é a opção para quem segue em direção ao centro. Também está interditada a pista da esquerda da 28 de Setembro, na altura da Rua Felipe Camarão. Neste trecho, a opção é a pista da direita.

Para o trabalho dos bombeiros, está suspensa a faixa reversível que funciona na Rua Professor Manuel de Abreu a partir das 6h30. No momento, o trânsito na Teodoro da Silva, na chegada à Rua Professor Manuel de Abreu, está intenso. Na 28 de Setembro, o trânsito não apresenta problemas.

Bombeiros já debelaram o incêndio no Hospital Universitário Pedro Ernesto
Fogo foi no almoxarifado mas fumaça atingiu enfermarias da cardiologia e neurologia
04/07 às 08h00
Jornal do BrasilNathália Marsa
Um incêndio atingiu na manhã desta quarta-fera (4) o almoxarifado do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), no Boulevard Vinte e Oito de Setembro, bairro de Vila Isabel, Zona Norte do Rio. O prédio principal não foi afetado mas, por causa da fumaça que atingiu outras unidades, pacientes foram removidos.
Segundo informação dos bombeiros, o fogo começou às 5h30 no almoxarifado do hospital, que fica no corredor lateral esquerdo do prédio. No local estava guardado todo o material hospitalar. O governo do Estado anunciou que já dispôs de recursos de emergência para repor o material perdido.
A fumaça atingiu seis enfermarias: a de neurologia, no 2º andar, de nefrologia e hemodiálise, no 3º, de cirurgia plástica e torácica, no 4º, e a ala feminina de oftalmologia e ortopedia, no 5°. Todos os pacientes destes locais foram transferidos para outras enfermarias. Cerca de 100 chegaram a ir para o setor de Raios X, segundo informou a assessora do hospital, Alba Regina.
Familiares foram chamados pelo hospital para receber informações sobre os pacientes, mas a visita só será permitida a partir das 15h, no horário tradicional. Ainda de acordo com a assessoria, não há previsão de que os internos sejam transferidos para outros hospitais. A luz do local também já foi restabelecida.
Emocionada, a supervisora de enfermagem Bianca Ceciliano contou que os internos ficaram assustados, mas foram acalmados pela equipe. "Foi muita comoção porque é o tipo de coisa totalmente inesperada. Mas a sensação é de dever cumprido", disse. Segundo Bianca, vários hospitais já entraram em contato se oferecendo para receber os pacientes que tiveram que deixar seus quartos.
Ambulâncias do Corpo de Bombeiros e do Samu acorreram ao local, mas como ninguém foi transferido, acabaram servindo no atendimento dos que estavam na parte externa do prédio.
Às 07h50, segundo informações dos bombeiros, o fogo já estava controlado e o trabalho deles - que contou com homens de três quartéis e a ajuda do helicóptero da corporação - estava na chamada fase de rescaldo. Uma grande coluna de fumaça foi vista dos bairros vizinhos.
O trânsito no Boulevard foi interrompido apenas na pista da esquerda, em frente ao hospital. A pista da direita fluía com certa dificuldade no sentido normal, isto é, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para a Praça Barão de Drummond.
Parentes de pacientes acorreram ao local em busca de informações. Silvana Lins, de 44 anos, estava em busca de notícias sobre o marido, Wagner, que, acometido por fungos, ficou internado por 20 dias na UTI e, desde segunda-feira, foi para um quarto. Ela não sabia para onde ele tinha sido levado.
http://www.jb.com.br/rio/noticias/2012/07/04/bombeiros-ja-debelaram-o-incendio-no-hospital-universitario-pedro-ernesto/
Incêndio no Hospital Pedro Ernesto é controlado, dizem bombeiros
04/07/2012 07h18- Atualizado em 04/07/2012 07h49
Pacientes foram retirados de dentro da unidade por questões de segurança.
Ainda não há informações sobre as causas do incêndio ou feridos.
O Corpo de Bombeiros controlou, por volta das 7h10 desta quarta-feira (4), um incêndio que atingiu o Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. As informações são do Corpo de Bombeiros. No entanto, segundo a corporação, as equipes ainda combatem alguns focos no interior da unidade. Ainda não há informações sobre feridos.
Os bombeiros suspeitam que as chamas começaram num depósito no primeiro andar e atingiram o quarto e quinto andares.
Bombeiros de três quartéis foram acionados para o local. De acordo com os bombeiros, a fumaça pode ser vista do Alto da Boa Vista. O hospital foi fechado e os funcionários que chegavam no início desta manhã ficaram do lado de fora, onde acompanharam o trabalho dos militares.
Pacientes foram retirados da unidade por medida de segurança. Algum deles foram removidos com a ajuda da escada magirus do Corpo de Bombeiros, outros foram atendidos do lado de fora. Por volta das 7h, houve um tumulto envolvendo pacientes e funcionários do hospital que buscavam informações e atendimento. Segundo a unidade, apenas os funcionários do hospital estão autorizados a entrar. Policiais militares reforçam a segurança no local.
Uma mulher, que não quis se identificar, estava nervosa e chorando muito do lado de fora do hospital porque, segundo ela, a afilhada dela foi operada e ela não conseguia informações sobre a menina. Uma das pacientes que acompanhou o combate às chamas foi Cleide Torres Costas, que pelo menos uma vez por semana precisa fazer exames e consulta.
"Eu fiz transplante de rins há três mesese a há dois anos já faço tratamento aqui no hospital. Após a cirurgia tenho que vir aqui pelom menos uma vez por semana para fazer exames pela manhã e consulta à tarde. A única informação que me deram é que eu deveria aguardar para saber se vai ter a consulta às 13h", disse ela.
Segundo a direção do hospital, as consultas que estavam marcadas para esta manhã estão suspensas.

Trânsito interditado
O Centro de Operações Rio informou que a pista da esquerda da Rua Professor Manuel de Abreu foi completamente interditada. A pista da direita da Rua Professor Manuel de Abreu foi a opção para quem seguia em direção ao Centro. Também foi interditada a pista da esquerda do Boulevard 28 de Setembro, na altura da Rua Felipe Camarão. Neste trecho, a opção é a pista da direita.
Para o trabalho dos bombeiros, foi suspensa a reversível que funciona na Rua Professor Manuel de Abreu desde as 6h30. No momento, o trânsito na Rua Teodoro da Silva, na chegada à Rua Professor Manuel de Abreu, está intenso. Agentes da CET-Rio auxiliam motoristas na região.
Este não é o primeiro incêndio em hospitais do Rio. Em outubro de 2010 um grande incêndio destruiu as instalações do Hospital Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste. A unidade ficou fechada por mais de um ano para ser recuperada e foi reaberta recentemente.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Após explosão, Federal do Paraná fecha laboratórios do curso de farmácia

Rafael Moro Martins
Do UOL, em Curitiba
O prédio que abriga os 25 laboratórios do curso de farmácia da UFPR (Universidade Federal do Paraná) teve de ser fechado nesta segunda-feira (2) para que a Polícia Federal realizasse uma perícia para apurar as causas da explosão seguida de incêndio que em cerca de dez minutos destruiu uma das unidades, no sábado (30).
Apesar de o resultado da perícia ainda não ter sido divulgado, o chefe do Departamento de Farmácia da UFPR, professor Carlos Eduardo Rocha Garcia, afirma que é provável que o incêndio que destruiu o Laboratório de Farmacognosia, que pesquisava plantas medicinais, tenha sido causado por uma falha no sistema elétrico.
Ainda que nenhuma outra sala tenha sido atingida pelo fogo, um cano do sistema hidráulico do prédio rompeu-se com o calor da chamas, e a água invadiu outros laboratórios. “Hoje [segunda] tivemos de fechar todos por conta da perícia e do cheiro forte que ainda permanece do incêndio. Nesta terça vamos avaliar se podemos abrir as demais unidades”, disse Garcia.
Como a UFPR é uma das instituições federais de ensino superior em greve, apenas professores e alunos de mestrado e doutorado têm frequentado os laboratórios. “E, felizmente, o incêndio aconteceu num sábado, por volta das 17h, quando não havia ninguém aqui”, lembrou.
Os bombeiros chegaram ao campus Jardim Botânico da UFPR, onde fica o laboratório, cerca de dez minutos após a explosão, e controlaram rapidamente o incêndio. Ainda assim, as instalações ficaram completamente destruídas. “É possível que o prejuízo chegue à casa das centenas de milhares de reais. Mas a grande perda é imaterial. Alguns professores tinham pesquisas em andamento aqui há mais de 30 anos”, lamentou Garcia.
Na sala, que durante o período letivo abriga até 50 alunos, além de plantas medicinais, havia computadores, uma biblioteca com teses, artigos e livros acadêmicos e computadores. “Muito pouco poderá ser recuperado”, avaliou o chefe do departamento. Para Garcia, que participa da greve de professores da UFPR, o incêndio serve para chamar atenção para um dos itens da pauta de reivindicações da categoria.

“O governo federal quer mudar o cálculo do adicional de insalubridade de quem trabalha em locais como esse laboratório, atribuindo um valor fixo em vez de um percentual sobre o salário. Os médicos devem conseguir mudar isso, pois quando param paralisam os hospitais públicos. Mas um servidor de laboratório nunca aparece. Mas, se um local como esse explode como aconteceu aqui no sábado, certamente é insalubre”, argumenta.

02/07/2012 17h23- Atualizado em 02/07/2012 22h07
Explosão fecha laboratórios do curso de Farmácia da UFPR

Medida foi adotada por segurança, depois de explosão em um dos laboratórios.
Polícia Federal (PF) realizou uma perícia no local, nesta segunda-feira (2)

Após a explosão no laboratório de Farmacognosia do curso de Farmácia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por medidas de segurança, todos os outros laboratórios foram fechados. A explosão ocorreu na tarde de sábado (1º) no campus Jardim Botânico, em Curitiba e, nesta segunda-feira (2), policiais federais realizaram uma perícia no local. Não tem data prevista para divulgação do laudo, mas há indícios de que tenha sido um problema elétrico.
Apesar da greve dos docentes, o espaço é usado eventualmente por professores e alunos que possuem pesquisa em andamento. O chefe do Departamento de Farmácia, professor Carlos Eduardo Rocha Garcia, destacou que por ser sábado e as aulas estarem suspensas o estrago não foi tão grande.

“Se fosse em dias normais, alguém poderia ter ficado ferido”, comentou o professor. Segundo ele, entre professores e alunos aproximadamente 50 pessoas transitam pelo laboratório diariamente. No espaço são realizados estudos e pesquisa com plantas medicinais e a explosão destruiu quase que completamente os equipamentos e os materiais.
Ainda que tenha sido um acidente, o professor Garcia destacou que a explosão deve servir de reflexão sobre os riscos que os professores que trabalham em laboratórios correm, uma vez que lidam com substâncias perigosas. “Um lugar que explode é insalubre”, argumentou. De acordo com o professor, é preciso atentar também aos profissionais que não trabalham direto com o público e ficam “escondidinhos” nos laboratórios.
Um dos aspectos discutido pelos professores e pelos técnico-administrativos das universidades que estão em greve é a decisão do governo federal de estabelecer um valor fixo para a insalubridade. Na avaliação de Garcia, esta medida é ruim porque nunca há reajuste em valores fixos.