Mercado de requalificação tecnológica de edifícios estimula inovações em prol da sustentabilidade
Por Simone Sayegh
Por Simone Sayegh
Já é um consenso entre especialistas que o retrofit ou reconversão de um edifício (ou área urbana) é, antes de tudo, uma requalificação tecnológica. Em geral, o que se faz é reconfigurar e otimizar espaços, melhorar sua eficiência energética e, em conseqüência, aumentar seu valor agregado. Segundo a arquiteta doutora Roberta Consentino Kronka Müilfarth, do Labaut (Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética da Universidade de São Paulo), essa requalificação pressupõe tornar o edifício mais "sustentável", pois ataca-se o problema do consumo exagerado de água e energia, apostando na ventilação natural do edifício, reúso de água, uso de água de chuva e outras alternativas. "É uma prática arquitetônica dentro do desenvolvimento sustentável", acredita Roberta (quadro 1).Um edifício pode ser readequado para o mesmo uso ou adaptado para usos diferentes. Já o retrofit urbano transforma áreas obsoletas e até com problemas sociais em áreas economicamente e socialmente ativas, onde a degradação e violência dão lugar à renovação urbana e maiores consciência e cuidado com o meio. "Na Europa é muito comum a requalificação urbana onde até bairros inteiros são transformados, em oposição à expansão urbana", explica Roberta. De acordo com a pesquisadora, a expansão urbana é cara pois implica alterar a infra-estrutura básica e de transportes (greenfields), enquanto que o reaproveitamento de áreas degradadas ou subutilizadas (brownfields) tira partido de equipamentos existentes e reconecta o tecido urbano truncado de áreas subutilizadas da cidade.
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