Aiana Freitas - O Estado de S.Paulo
15 de novembro de 2010
A criação de ambientes que estimulam a criatividade e a colaboração tem se tornado regra nas empresas que buscam melhores resultados por meio da inovação. Arquitetos e designers agora têm aplicado esse conceito, também, em escolas e universidades ao redor do mundo.
A Universidade de Bangoc, na Tailândia, é considerada, pelo governo do país, um polo importante na formação de profissionais que, nos próximos anos, vão ajudar a fazer com que a economia tailandesa, hoje eminentemente agrícola, passe a ter características industriais. Isso mostra o tamanho do desafio enfrentado pelo estúdio Supermachine no desenvolvimento do novo Centro de Criação da instituição. A saída encontrada foi apostar na interação e na flexibilidade.
O espaço foi dividido entre workshop, biblioteca, showroom e escritório. Logo na entrada, uma parede de 180 metros quadrados é coberta por pequenas peças de plástico com quatro lados, cada um de uma cor. Os estudantes podem girar as peças, mudando o visual da parede a cada momento, e escrever mensagens nelas.
O movimento também marca a Escola de Arquitetura de Umea, na Suécia, que fica dentro da universidade local. O edifício, projetado pelos escritórios Henning Larsen e White Arkitekter em formato de cubo, tem janelas de diversos tamanhos espalhadas por toda sua fachada, dando a impressão de que foram dispostas aleatoriamente. A amplidão do espaço e os pontos de encontro informais criam uma atmosfera que estimula a ideia de colaboração e criatividade.
É também uma escola a primeira obra da internacionalmente badalada arquiteta iraquiana Zaha Hadid finalizada na Inglaterra. A Evelyn Grace Academy, em Brixton, faz parte do projeto ARK-Absolute Return for Kids, criado em 2004 pelo mega-investidor Arpad Busson para oferecer a jovens pobres condições melhores de ensino.
As turmas de estudantes são dispostas no prédio de acordo com o grau de ensino - as classes de ensino médio ficam no primeiro e segundos pisos, as de nível superior, no terceiro. No térreo estão as instalações esportivas, como uma pista de atletismo de 100 metros que cruza quase todo o terreno. "As escolas estão entre as primeiras de arquitetura que vivenciamos e têm um profundo impacto nas crianças enquanto elas crescem", define a arquiteta.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101115/not_imp640102,0.php
15 de novembro de 2010
A criação de ambientes que estimulam a criatividade e a colaboração tem se tornado regra nas empresas que buscam melhores resultados por meio da inovação. Arquitetos e designers agora têm aplicado esse conceito, também, em escolas e universidades ao redor do mundo.
A Universidade de Bangoc, na Tailândia, é considerada, pelo governo do país, um polo importante na formação de profissionais que, nos próximos anos, vão ajudar a fazer com que a economia tailandesa, hoje eminentemente agrícola, passe a ter características industriais. Isso mostra o tamanho do desafio enfrentado pelo estúdio Supermachine no desenvolvimento do novo Centro de Criação da instituição. A saída encontrada foi apostar na interação e na flexibilidade.
O espaço foi dividido entre workshop, biblioteca, showroom e escritório. Logo na entrada, uma parede de 180 metros quadrados é coberta por pequenas peças de plástico com quatro lados, cada um de uma cor. Os estudantes podem girar as peças, mudando o visual da parede a cada momento, e escrever mensagens nelas.
O movimento também marca a Escola de Arquitetura de Umea, na Suécia, que fica dentro da universidade local. O edifício, projetado pelos escritórios Henning Larsen e White Arkitekter em formato de cubo, tem janelas de diversos tamanhos espalhadas por toda sua fachada, dando a impressão de que foram dispostas aleatoriamente. A amplidão do espaço e os pontos de encontro informais criam uma atmosfera que estimula a ideia de colaboração e criatividade.
É também uma escola a primeira obra da internacionalmente badalada arquiteta iraquiana Zaha Hadid finalizada na Inglaterra. A Evelyn Grace Academy, em Brixton, faz parte do projeto ARK-Absolute Return for Kids, criado em 2004 pelo mega-investidor Arpad Busson para oferecer a jovens pobres condições melhores de ensino.
As turmas de estudantes são dispostas no prédio de acordo com o grau de ensino - as classes de ensino médio ficam no primeiro e segundos pisos, as de nível superior, no terceiro. No térreo estão as instalações esportivas, como uma pista de atletismo de 100 metros que cruza quase todo o terreno. "As escolas estão entre as primeiras de arquitetura que vivenciamos e têm um profundo impacto nas crianças enquanto elas crescem", define a arquiteta.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101115/not_imp640102,0.php
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