Blog 14/12/2010
por Roberto de Souza
O Brasil vive um momento macroeconômico favorável, com projeções de crescimento do PIB na faixa de 4,5 a 5,5% para os próximos anos. O governo também dá sinais de que o futuro político permanece estável, o que estimula e propicia o desenvolvimento dos setores produtivos do País, entre eles o da construção.
Para o setor da construção, ressaltam-se alguns indicadores muito promissores: o crédito imobiliário aumentou significativamente nos últimos anos, o ano de 2010 deve fechar com algo em torno de R$ 54 bilhões, sendo a previsão para 2011 de R$ 80 bilhões; houve expressivo crescimento da classe C (mais de 45 milhões de pessoas foram incluídas nesta faixa, cerca de 50% da população); estão previstos investimentos na ordem R$ 60 bilhões nos próximos anos por conta da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
As perspectivas para o setor, portanto, são boas, de continuidade do crescimento, embora não tão acelerado como foi até então.
Quais são os desafios estratégicos e de gestão para as empresas da cadeia produtiva da construção a partir de 2011?
• As empresas devem conhecer bem os seus negócios e melhor ainda as necessidades dos clientes e, assim, elaborar com o maior detalhamento possível seus projetos e produtos, controlar os riscos e desenvolver programas de gerenciamento, pois a visão do todo faz a diferença e gera conhecimento dentro da organização, o que permite aperfeiçoamento técnico e especialização, inovação e viabilização de novas formas de executar e contratar. Por isso, o planejamento estratégico é fundamental, principalmente para prever requisitos para garantia da qualidade, prazos e custos.
• Devem alcançar o sucesso as empresas que conseguirem implementar uma nova dinâmica e filosofia empresarial, se apropriar das vantagens de um mercado estável, estabelecer metas e parcerias estratégicas, construir com melhor custo-benefício, redescobrir uma nova maneira de produzir, investir além dos grandes centros urbanos, captar e formar mão de obra, insistir na qualidade, criar os diferenciais em seus produtos e incorporar a sustentabilidade em sua estratégia, produtos e processos.
• Outros componentes, no entanto, devem ser dimensionados para as empresas darem conta desses gargalos. Um deles é industrialização da construção, que contribui para o processo de planejamento com a simplificação das atividades no canteiro de obra, assim como a padronização de processos e de projetos permite que os custos sejam mais previsíveis, sendo que o aumento de escala de produção pode ser facilitado com o maior grau de racionalização.
• Um dos grandes e inevitáveis desafios para o setor da construção brasileira nos próximos anos será a adoção e implantação do BIM – Building Information Modeling, uma ferramenta de trabalho que permite, por meio da modelagem em três dimensões (3D), resolver interferências entre subsistemas, definir quantitativos e orçamentos e o plano de ataque da obra, assim como fazer o seu gerenciamento. Esta ferramenta comprovadamente gera inúmeros benefícios, reduzindo prazos e custos e melhorando a qualidade dos processos e do produto final.
• Diante de um futuro e mercado vigoroso, as empresas do setor da construção têm excelentes oportunidades de acompanhar a tendência mundial e inserir a sustentabilidade em suas agendas nos próximos anos e tornar todo esse crescimento sustentável. Podem abrir espaço para incluir os aspectos de responsabilidade socioambiental na estratégia das empresas, em seus valores e em suas diretrizes de gestão. Podem incorporar as diretrizes ambientais, sociais e econômicas — tripé da sustentabilidade — aos seus processos de gestão, inovando nos produtos e redesenhando os processos de produção. Podem adotar as diretrizes ambientais para o desenvolvimento, projeto e construção dos vários empreendimentos, que envolvem economia de energia e água, utilização de materiais reciclados, gestão de resíduos e garantia da qualidade do ambiente interno, buscando também a certificação ambiental dos empreendimentos (segundo os modelos presentes no Brasil, LEED® e AQUA).
• A sustentabilidade tem a ver também com gestão do conhecimento e de pessoas. Se hoje há falta de mão de obra qualificada no mercado, é necessário procurar alternativas criativas e concretas para sanar esta escassez. Há um grande espaço para as empresas investirem na capacitação e no treinamento de seus profissionais nos diversos níveis, promovendo o desenvolvimento profissional de arquitetos, engenheiros e e tecnólogos e a inclusão social dos operários para gerar aumento de emprego e renda.
http://www.cte.com.br/site/informativo_noticia.php?id_artigo=3319
por Roberto de Souza
O Brasil vive um momento macroeconômico favorável, com projeções de crescimento do PIB na faixa de 4,5 a 5,5% para os próximos anos. O governo também dá sinais de que o futuro político permanece estável, o que estimula e propicia o desenvolvimento dos setores produtivos do País, entre eles o da construção.
Para o setor da construção, ressaltam-se alguns indicadores muito promissores: o crédito imobiliário aumentou significativamente nos últimos anos, o ano de 2010 deve fechar com algo em torno de R$ 54 bilhões, sendo a previsão para 2011 de R$ 80 bilhões; houve expressivo crescimento da classe C (mais de 45 milhões de pessoas foram incluídas nesta faixa, cerca de 50% da população); estão previstos investimentos na ordem R$ 60 bilhões nos próximos anos por conta da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
As perspectivas para o setor, portanto, são boas, de continuidade do crescimento, embora não tão acelerado como foi até então.
Quais são os desafios estratégicos e de gestão para as empresas da cadeia produtiva da construção a partir de 2011?
• As empresas devem conhecer bem os seus negócios e melhor ainda as necessidades dos clientes e, assim, elaborar com o maior detalhamento possível seus projetos e produtos, controlar os riscos e desenvolver programas de gerenciamento, pois a visão do todo faz a diferença e gera conhecimento dentro da organização, o que permite aperfeiçoamento técnico e especialização, inovação e viabilização de novas formas de executar e contratar. Por isso, o planejamento estratégico é fundamental, principalmente para prever requisitos para garantia da qualidade, prazos e custos.
• Devem alcançar o sucesso as empresas que conseguirem implementar uma nova dinâmica e filosofia empresarial, se apropriar das vantagens de um mercado estável, estabelecer metas e parcerias estratégicas, construir com melhor custo-benefício, redescobrir uma nova maneira de produzir, investir além dos grandes centros urbanos, captar e formar mão de obra, insistir na qualidade, criar os diferenciais em seus produtos e incorporar a sustentabilidade em sua estratégia, produtos e processos.
• Outros componentes, no entanto, devem ser dimensionados para as empresas darem conta desses gargalos. Um deles é industrialização da construção, que contribui para o processo de planejamento com a simplificação das atividades no canteiro de obra, assim como a padronização de processos e de projetos permite que os custos sejam mais previsíveis, sendo que o aumento de escala de produção pode ser facilitado com o maior grau de racionalização.
• Um dos grandes e inevitáveis desafios para o setor da construção brasileira nos próximos anos será a adoção e implantação do BIM – Building Information Modeling, uma ferramenta de trabalho que permite, por meio da modelagem em três dimensões (3D), resolver interferências entre subsistemas, definir quantitativos e orçamentos e o plano de ataque da obra, assim como fazer o seu gerenciamento. Esta ferramenta comprovadamente gera inúmeros benefícios, reduzindo prazos e custos e melhorando a qualidade dos processos e do produto final.
• Diante de um futuro e mercado vigoroso, as empresas do setor da construção têm excelentes oportunidades de acompanhar a tendência mundial e inserir a sustentabilidade em suas agendas nos próximos anos e tornar todo esse crescimento sustentável. Podem abrir espaço para incluir os aspectos de responsabilidade socioambiental na estratégia das empresas, em seus valores e em suas diretrizes de gestão. Podem incorporar as diretrizes ambientais, sociais e econômicas — tripé da sustentabilidade — aos seus processos de gestão, inovando nos produtos e redesenhando os processos de produção. Podem adotar as diretrizes ambientais para o desenvolvimento, projeto e construção dos vários empreendimentos, que envolvem economia de energia e água, utilização de materiais reciclados, gestão de resíduos e garantia da qualidade do ambiente interno, buscando também a certificação ambiental dos empreendimentos (segundo os modelos presentes no Brasil, LEED® e AQUA).
• A sustentabilidade tem a ver também com gestão do conhecimento e de pessoas. Se hoje há falta de mão de obra qualificada no mercado, é necessário procurar alternativas criativas e concretas para sanar esta escassez. Há um grande espaço para as empresas investirem na capacitação e no treinamento de seus profissionais nos diversos níveis, promovendo o desenvolvimento profissional de arquitetos, engenheiros e e tecnólogos e a inclusão social dos operários para gerar aumento de emprego e renda.
http://www.cte.com.br/site/informativo_noticia.php?id_artigo=3319
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