sábado, 18 de junho de 2011

UM ESTUDO COMPARATIVO: REABILITAÇÃO VERSUS REQUALIFICAÇÃO

AUTORES (em ordem de titulação):
Ducap, Vânia Maria B. C. Lopes (1); Correia, Márcia Castilho (2); Reis, Silvia (3)

RESUMO:
A reabilitação e a requalificação de edificações estão em voga principalmente no “velho mundo” que já não dispõe de muitos espaços para construções novas e suas edificações antigas já sofrem o peso do tempo. Este mercado só tende a crescer com o passar dos anos pois já está comprovado que além de ser muito mais sustentável ainda é financeiramente vantajoso em relação à demolição seguida de uma nova construção. Apesar disto algumas questões ainda suscitam dúvida a respeito do que qualifica uma edificação para reabilitação e para requalificação e quanto às decisões a serem tomadas. Técnicas de Análise de Risco em Projetos de Construção podem ser utilizadas.

PALAVRAS-CHAVE: REABILITAÇÃO, REQUALIFICAÇÃO, ANALISE DE RISCO


1. INTRODUÇÃO
A reabilitação e a requalificação de edificações estão em voga principalmente no “velho mundo” que já não dispõe de muitos espaços para construções novas e suas edificações antigas já sofrem o peso do tempo. Este mercado só tende a crescer com o passar dos anos pois já está comprovado que além de ser muito mais sustentável ainda é financeiramente vantajoso em relação à demolição seguida de uma nova construção.
No Brasil estes temas têm sido bastante abordados nos últimos anos, tanto na imprensa especializada como leiga. Apesar disto algumas questões ainda suscitam dúvida: O que qualifica uma edificação para reabilitação? E para requalificação? Quais as principais diferenças e limitações?
O presente artigo apresenta uma análise com estes dois vieses, de uma mesma edificação: o
complexo de três prédios, localizado na Av. Presidente Vargas, 2007, esquina com Rua de Santana, conhecido popularmente como “Balança mas não cai” , foi construído em 1945, ainda hoje é um dos principais símbolos da Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio. Abriga aproximadamente quatro mil moradores. Apesar disto, a edificação em estudo se encontra degradada, interna e externamente, com instalações prediais inadequadas e ultrapassadas e ainda se encontra inserida em um entorno também degradado.
No início, o prédio de 22 andares era valorizado. Depois ocorreu um processo de desvalorização pois grande número de pessoas marginalizadas que passou a habitar o local. Cada apartamento abrigava mais de dez pessoas. A falta de conservação e má administração consequentes também contribuíram para a desvalorização sofrida. Atualmente, a administração melhorou e a fama também. A média do valor atual dos pequenos apartamentos é de R$ 70.000,00.
Entre os pontos positivos citados em entrevistas e que justificam a permanência dos moradores no local estão a proximidade com os meios de transporte para toda a cidade (metro, trem e ônibus) assim como a proximidade com o comércio popular do Saara e o carnaval à porta.

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