terça-feira, 1 de maio de 2012

Incêndio destrói material de pesquisa na Unesp de Botucatu, SP

30/04/2012 12h33- Atualizado em 30/04/2012 13h24
O fogo atingiu uma ala da faculdade de veterinária. Material científico de 30 anos de estudos foi destruído.

O fogo atingiu uma ala da faculdade de veterinária. Material científico de 30 anos de estudos foi destruído. Uma ala da faculdade de veterinária da Unesp em Botucatu, SP, foi atingida por um incêndio na manhã desta segunda-feira (30). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, que faz o rescaldo no local, as chamas destruíram documentos e pesquisas de mais de 30 anos de estudo.
O fogo atingiu a ala de inspeção de alimentos e no momento do incêndio havia dois funcionários no local, que acionaram os bombeiros. Eles tiveram dificuldade para controlar as chamas que se alastraram rapidamente e por pouco não atingiram uma sala com produtos inflamáveis que fica ao lado da área atingida.
Uma sala que tinha material científico de dois professores da universidade ficou destruída. De acordo com eles, as pesquisas eram voltadas para produção e inspeção de alimentos provenientes de animais, como leite e seus derivados, entre outros.
Ainda segundo os pesquisadores parte do material mais recente pode ser recuperado, mas, as pesquisas mais antigas se perderam. De acordo com a direção da faculdade de veterinária, o prédio foi reformado recentemente e todas as instalações são novas. A polícia vai investigar as causas do incêndio.
Material de pesquisa, com mais de 30 anos, foi destruído no incêndio. (Foto: reprodução/TV Tem)
http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2012/04/incendio-destroi-material-de-pesquisa-na-unesp-de-botucatu-sp.html


Veja também:

Incêndio destrói mais de 500 mil amostras do Instituto Butantã

Além da maior coleção de ofídios do mundo nos trópicos, aranhas e escorpiões também foram perdidos
15 de maio de 2010 | 11h 30
Herton Escobar, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Um incêndio ocorrido na manhã deste sábado, 15, no laboratório de répteis do Instituto Butantan, na zona oeste de São Paulo, destruiu milhares de espécimes de cobras e de aracnídeos, incluindo exemplares ainda não descritos pelos cientistas. Nenhum dos animais estava vivo.
Toda a coleção de cobras do Butantã - um total de aproximadamente 85 mil exemplares, a maior coleção do mundo de animais da região tropical - foi perdida no incêndio. Centenas de espécimes desses répteis que haviam sido coletadas pelos biólogos ainda não haviam sido descritas. Entre os aracnídeos - em especial aranhas e escorpiões -, a perda foi de cerca de 450 mil espécimes, das quais milhares ainda não tinham sido descritas pelos cientistas do instituto.
A princípio pensou-se que, junto com os animais preservados no laboratório, haviam sido destruídos os livros de tombo, que continham os registros de coleta dos espécimes, de suas características e suas condições, mas depois confirmou-se que eles foram salvos. O incêndio começou entre 7 e 8 horas da manhã e foi controlado por volta das 10 horas por dez viaturas e 50 homens do Corpo de Bombeiros, quando foi iniciada a operação de rescaldo. Não houve feridos.
Uma perícia será feita no local e a previsão é de que o resultado seja divulgado em 30 dias. Mas suspeita-se que o incêndio tenha sido causado por um curto-circuito. Durante a noite, a chave-geral do prédio havia sido desligada para serviços de manutenção na rede elétrica. O fogo começou quando a energia foi religada, de manhã.

Patrimônio insubstituível
O diretor do Instituto Butantan, Otávio Azevedo Mercadante, afirmou ao Estado que "o estrago foi muito grande". "O prejuízo material, você recupera. O científico, não." Para o herpetólogo - especialista em répteis e anfíbios - Miguel Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP), o incêndio foi um desastre de proporções incalculáveis. "Perdemos um patrimônio insubstituível da história biológica do País", resume.
História
O Instituto Butantan surgiu em 1898, estimulado por um surto epidêmico de peste bubônica no porto de Santos, e sua criação foi oficializada em 1901. Treze anos mais tarde, foi inaugurado o Prédio Central do Instituto. É um centro produtor de vacinas e importante pesquisador biomédico, dependente do governo de São Paulo.
O laboratório trabalha em vários projetos sobre o uso de venenos répteis, que estavam sendo usados no combate de doenças como Leishmaniose e o mal de Chargas. Recentemente, o Butantan também tem sido o órgão publico responsável pela produção de vacina da gripe H1N1, a partir de amostras fornecidas pelo laboratório francês Sanofi Pasteur.


Laudo diz que incêndio no Instituto Butantã foi acidental
O fogo, em maio de 2010, destruiu cerca de dois terços da coleção de serpentes, considerada uma das mais importantes do mundo
SÃO PAULO - O laudo do Núcleo de Engenharia do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico Científica de São Paulo aponta que o incêndio que atingiu o Instituto Butantã, na zona oeste de São Paulo, no ano passado, foi acidental.
O fogo, em maio de 2010, destruiu cerca de dois terços da coleção de serpentes do Butantã, considerada uma das mais importantes do mundo, além de comprometer boa parte da coleção de 77 mil serpentes e 450 mil aranhas e escorpiões.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o laudo aponta que o fogo começou em consequência do superaquecimento de pedras de calor, usadas em ambientes artificiais para aquecer as cobras.
Ainda de acordo com a secretaria, todas as testemunhas foram ouvidas e o inquérito foi relatado à polícia nesta segunda-feira, 21.
O incêndio começou entre 7 e 8 horas da manhã e foi controlado por volta das 10 horas por dez viaturas e 50 homens do Corpo de Bombeiros, quando foi iniciada a operação de rescaldo. Não houve feridos.
Toda a coleção de cobras do Butantã - um total de aproximadamente 85 mil exemplares, a maior coleção do mundo de animais da região tropical - foi perdida no incêndio. Centenas de espécimes desses répteis que haviam sido coletadas pelos biólogos ainda não haviam sido descritas.
Entre os aracnídeos - em especial aranhas e escorpiões -, a perda foi de cerca de 450 mil espécimes, das quais milhares ainda não tinham sido descritas pelos cientistas do instituto.
A princípio pensou-se que, junto com os animais preservados no laboratório, haviam sido destruídos os livros de tombo, que continham os registros de coleta dos espécimes, de suas características e suas condições, mas depois confirmou-se que eles foram salvos.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,laudo-diz-que-incendio-no-instituto-butanta-foi-acidental,695602,0.htm

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