terça-feira, 3 de julho de 2012

Após explosão, Federal do Paraná fecha laboratórios do curso de farmácia

Rafael Moro Martins
Do UOL, em Curitiba
O prédio que abriga os 25 laboratórios do curso de farmácia da UFPR (Universidade Federal do Paraná) teve de ser fechado nesta segunda-feira (2) para que a Polícia Federal realizasse uma perícia para apurar as causas da explosão seguida de incêndio que em cerca de dez minutos destruiu uma das unidades, no sábado (30).
Apesar de o resultado da perícia ainda não ter sido divulgado, o chefe do Departamento de Farmácia da UFPR, professor Carlos Eduardo Rocha Garcia, afirma que é provável que o incêndio que destruiu o Laboratório de Farmacognosia, que pesquisava plantas medicinais, tenha sido causado por uma falha no sistema elétrico.
Ainda que nenhuma outra sala tenha sido atingida pelo fogo, um cano do sistema hidráulico do prédio rompeu-se com o calor da chamas, e a água invadiu outros laboratórios. “Hoje [segunda] tivemos de fechar todos por conta da perícia e do cheiro forte que ainda permanece do incêndio. Nesta terça vamos avaliar se podemos abrir as demais unidades”, disse Garcia.
Como a UFPR é uma das instituições federais de ensino superior em greve, apenas professores e alunos de mestrado e doutorado têm frequentado os laboratórios. “E, felizmente, o incêndio aconteceu num sábado, por volta das 17h, quando não havia ninguém aqui”, lembrou.
Os bombeiros chegaram ao campus Jardim Botânico da UFPR, onde fica o laboratório, cerca de dez minutos após a explosão, e controlaram rapidamente o incêndio. Ainda assim, as instalações ficaram completamente destruídas. “É possível que o prejuízo chegue à casa das centenas de milhares de reais. Mas a grande perda é imaterial. Alguns professores tinham pesquisas em andamento aqui há mais de 30 anos”, lamentou Garcia.
Na sala, que durante o período letivo abriga até 50 alunos, além de plantas medicinais, havia computadores, uma biblioteca com teses, artigos e livros acadêmicos e computadores. “Muito pouco poderá ser recuperado”, avaliou o chefe do departamento. Para Garcia, que participa da greve de professores da UFPR, o incêndio serve para chamar atenção para um dos itens da pauta de reivindicações da categoria.

“O governo federal quer mudar o cálculo do adicional de insalubridade de quem trabalha em locais como esse laboratório, atribuindo um valor fixo em vez de um percentual sobre o salário. Os médicos devem conseguir mudar isso, pois quando param paralisam os hospitais públicos. Mas um servidor de laboratório nunca aparece. Mas, se um local como esse explode como aconteceu aqui no sábado, certamente é insalubre”, argumenta.

02/07/2012 17h23- Atualizado em 02/07/2012 22h07
Explosão fecha laboratórios do curso de Farmácia da UFPR

Medida foi adotada por segurança, depois de explosão em um dos laboratórios.
Polícia Federal (PF) realizou uma perícia no local, nesta segunda-feira (2)

Após a explosão no laboratório de Farmacognosia do curso de Farmácia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por medidas de segurança, todos os outros laboratórios foram fechados. A explosão ocorreu na tarde de sábado (1º) no campus Jardim Botânico, em Curitiba e, nesta segunda-feira (2), policiais federais realizaram uma perícia no local. Não tem data prevista para divulgação do laudo, mas há indícios de que tenha sido um problema elétrico.
Apesar da greve dos docentes, o espaço é usado eventualmente por professores e alunos que possuem pesquisa em andamento. O chefe do Departamento de Farmácia, professor Carlos Eduardo Rocha Garcia, destacou que por ser sábado e as aulas estarem suspensas o estrago não foi tão grande.

“Se fosse em dias normais, alguém poderia ter ficado ferido”, comentou o professor. Segundo ele, entre professores e alunos aproximadamente 50 pessoas transitam pelo laboratório diariamente. No espaço são realizados estudos e pesquisa com plantas medicinais e a explosão destruiu quase que completamente os equipamentos e os materiais.
Ainda que tenha sido um acidente, o professor Garcia destacou que a explosão deve servir de reflexão sobre os riscos que os professores que trabalham em laboratórios correm, uma vez que lidam com substâncias perigosas. “Um lugar que explode é insalubre”, argumentou. De acordo com o professor, é preciso atentar também aos profissionais que não trabalham direto com o público e ficam “escondidinhos” nos laboratórios.
Um dos aspectos discutido pelos professores e pelos técnico-administrativos das universidades que estão em greve é a decisão do governo federal de estabelecer um valor fixo para a insalubridade. Na avaliação de Garcia, esta medida é ruim porque nunca há reajuste em valores fixos.

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