Marta Neves
Recuperam fachadas e zonas comuns em poucos meses, mantendo a traça original. As obras no interior das casas ficam a cargo dos compradores. A estratégia, importada de Espanha, está a ser utilizada na reabilitação de edifícios degradados no Porto.
Recuperam fachadas e zonas comuns em poucos meses, mantendo a traça original. As obras no interior das casas ficam a cargo dos compradores. A estratégia, importada de Espanha, está a ser utilizada na reabilitação de edifícios degradados no Porto.
Fachadas renovadas para atrair novos moradores
A empresa espanhola Wallpark - Investimentos Imobiliários arrancou a sua actividade em Portugal, em 2006, em Lisboa. No Porto só se implantou no ano passado, mas desde então já adquiriu quatro edifícios que têm vindo a sofrer obras de reabilitação.
A mais recente aquisição aconteceu há duas semanas. O edifício, que fica situado na esquina da Rua de Sá da Bandeira com a Rua Fernandes Tomás e começará a ser reabilitado no início de 2011.
"A nossa actividade consiste em fazer a reabilitação das partes comuns de cada edifício que compramos, como fachadas, coberturas, saneamento, redes eléctricas e canalizações. Depois, cada fracção é vendida, cabendo ao comprador fazer as obras no seu interior ", explicou Cristóvão Santos, responsável da empresa no Porto.
Na cidade do Porto, segundo dados de 2008, só nas quatro freguesias do Centro Histórico existiam 649 imóveis em mau estado e 78 em ruína. Vários imóveis estão a ser reconvertidos em hotéis, mas a ambição passa, também, por atrair moradores para o centro da cidade. Um objectivo reiterado pela Câmara do Porto e pela Sociedade de Reabilitação Urbana Porto Vivo.
No número 198 da Rua do Rosário, no gaveto com a Rua do Breyner, as obras avançam a bom ritmo. A fachada reluz um amarelo "creme" pintado de fresco. Já as traseiras do edifício vão estar por estes dias forradas com andaimes.
No interior, alguns operários ocupam-se a polir uma grande escadaria que vai até ao quarto andar. Mas, a porta entreaberta de um dos apartamentos, leva-nos ao início dos anos 70, com a casa vazia toda forrado a taco e a papel de parede. Quem a habitar mudará certamente o registo. No exterior, os prédios, mesmo após a renovação, mantêm a sua traça original.
"Os edifícios, depois de prontos, tornam-se muitos apelativos", apontou Cristóvão Santos, acrescentando que, em média, o "metro quadrado é vendido por pouco menos de mil euros".
No site da empresa, o apartamento mais barato da Rua do Rosário é um T1 que custa 65 mil euros. Já o mais caro, um T4, está a ser vendido por 180 mil euros. A somar a este valor, os interessados terão de somar o investimento na recuperação das habitações.
Os outros dois edifícios cujas fachadas já foram recuperadas situam-se na Rua de Saraiva de Carvalho, maioritariamente para habitação, e na Praça de Mouzinho de Albuquerque, (Rotunda da Boavista), destinado a escritórios. Segundo Cristóvão Santos, as empreitadas são feitas "entre quatro a cinco meses", embora os prazos possam ser prorrogados.
http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1706657
Nenhum comentário:
Postar um comentário